Foi anunciada a Palavra do Ano 2022: “guerra”

"Guerra" foi a palavra escolhida para 2022, refletindo um dos acontecimentos mais marcantes do ano que passou. O anúncio foi feito esta quinta-feira na sede da Porto Editora, no Porto, que promove esta iniciativa desde 2009.

Foi anunciada a Palavra do Ano 2022: “guerra”
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Na entrada do vocábulo “guerra”, no dicionário da Porto Editora, o primeiro significado remete para “conflito armado entre duas ou mais nações ou grupos, que envolve mortes e destruição”. Precisamente o vocábulo eleito por quem participou na eleição da  Palavra do Ano 2022, reflexo da violência que desde 24 de fevereiro de 2022 nos chega na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.

“Guerra” foi o vocábulo eleito, com o maior valor percentual de votos de sempre, 53%, sinalizando a sua entrada no léxico dos cidadãos de todo o mundo, e dos europeus em particular, considerado o maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A segunda palavra mais votada foi “ inflação ”, com 18,8%, e a terceira foi “ urgências”, que conquistou 6,6% dos votos. Seguem-se as palavras “rainha”, “energia”, “seca”, “abusos”, “ciberataque”, “nuclear” e “juros”, com as seguintes percentagens de votos:

 

Gráfico cortesia do Grupo Porto Editora

A Palavra do Ano espelha os principais acontecimentos e preocupações coletivas que marcaram 2022. Em votação durante o mês de dezembro estiveram dez palavras, lista esta elaborada a partir das mais de sete mil sugestões recolhidas através do site palavradoano.pt e das principais palavras pesquisadas ao longo do ano no Dicionário da Língua Portuguesa em infopedia.pt.

Em 2021, “vacina” foi eleita Palavra do Ano em Portugal, tendo sido antecedida por “saudade” (2020), “violência doméstica (2019), “enfermeiro” (2018), “incêndios” (2017), “geringonça” (2016), “refugiado” (2015), “corrupção” (2014), “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009).

Esta iniciativa teve início em 2009 e, segundo a Porto Editora, tem como “principal objetivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam”.

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