A Federação Nacional da Educação (FNE) alerta esta quinta-feira, 21 de agosto, para a necessidade de corrigir erros na mobilidade docente.
Num contexto de “grave escassez” de professores, numa altura em que o ano letivo 2025/2026 está a ser organizado, esta situação pode comprometer o normal funcionamento das escolas no início de setembro, justifica a estrutura liderada por Pedro Barreiros.
“Temos vindo a receber diversos pedidos de apoio de docentes que reportaram erros no preenchimento das candidaturas à Mobilidade Interna. Estes lapsos, que em muitos casos decorrem também de limitações do próprio sistema/plataforma concursal, não podem, em circunstância alguma, resultar em penalizações para os professores”, adianta a FNE em comunicado enviada à nossa redação.
Nesse sentido, a FNE apela “à adoção imediata” de soluções administrativas que permitam a correção célere e transparente destes erros, acompanhadas de orientações claras a todas as escolas e serviços, garantindo que nenhum docente fica prejudicado por situações facilmente comprováveis.
Até que exista uma decisão definitiva, a FNE defende a aplicação de “medidas de mitigação”, como a manutenção do Quadro de Zona Pedagógica (QZP) correto ou a autorização excecional para apresentação provisória numa escola próxima da residência do docente.
“Só assim se poderão evitar impactos desnecessários de ordem familiar e financeira”, justifica.