FNAM admite pedir fiscalização preventiva se diplomas mantiverem inconstitucionalidades

"Se mantiverem os atropelos vertidos nos anteprojetos previamente apresentados à FNAM, que não colheram as suas propostas de melhoria, e como tal a sua concordância, avançaremos com um apelo para a fiscalização", explicou a presidente da federação

FNAM admite pedir fiscalização preventiva se diplomas mantiverem inconstitucionalidades
2 - Médicos de família e de clínica geral

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) anunciou que se a versão final dos diplomas aprovados na quinta-feira pelo Governo para os novos regimes de funcionamento das USF e dedicação plena for igual à dos projetos anteriores, a FNAM avançará para a Presidência da República e para a PGR.

Segundo a presidente da FNAM Joana Bordalo e Sá “se mantiverem os atropelos vertidos nos anteprojetos previamente apresentados à FNAM, que não colheram as suas propostas de melhoria, e como tal a sua concordância, avançaremos com um apelo para a fiscalização preventiva dos diplomas anunciados em Conselho de Ministros”.

“Podemos pedir essa fiscalização preventiva à Presidência da República e também à Procuradoria Geral da República, dado ser absolutamente gritante a implicação e a ilegalidade que estão vertidas nestes diplomas”, disse a representante da FNAM.

Em comunicado a federação diz sentir “que os médicos estão empenhados e unidos na luta da defesa e valorização da carreira médica e do SNS e uma grande vontade em aderir às próximas greves, para todos os médicos, a 17 e 18 de outubro e a 14 e 15 de novembro, às concentrações regionais de médicos na greve de outubro e à manifestação nacional, à frente do Ministério da Saúde”.

Além das greves, a FNAM recorda ainda que “rumará a Bruxelas para sermos recebidos pelos Eurodeputados e a Comissária Europeia para os assuntos da saúde, a Dra. Stella Kyriakides”.

 

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