Finanças negam que tenham vendido imóveis abaixo do valor de mercado

O Público avançou este domingo que o Estado vendeu abaixo do preço de mercado imóveis que podiam ter centenas de casas públicas. O Ministério das Finanças disse que o valor máximo fixado foi "inequivocamente superado, em todos os imóveis alienados na Hasta Pública n.º1/2026, em cerca de 21,9% face ao valor-base inicial".

Finanças negam que tenham vendido imóveis abaixo do valor de mercado
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O Ministério das Finanças, reagindo a uma notícia deste domingo do jornal Público, considerou “falso” que tenha vendido imóveis em hasta pública abaixo do valor de mercado.

“Importa esclarecer que foram realizadas, para todos os imóveis que integraram a lista da Hasta Pública n.º1/2026, duas avaliações externas, conduzidas por entidades autónomas, independentes e idóneas, que fixaram o valor mínimo e máximo a alienar de cada imóvel, sendo que o critério de seleção do valor base de alienação dos imóveis foi o do valor máximo. Esse valor máximo fixado foi inequivocamente superado, em todos os imóveis alienados na Hasta Pública n.º1/2026, em cerca de 21,9% face ao valor-base inicial”, diz o Ministério.

As Finanças adiantaram que no “caso do imóvel situado na Avenida Visconde de Valmor, em Lisboa, o valor base era 13.026.900 euros, tendo sido alienado por 15.276.900 euros. No caso do imóvel situado na Rua Filipe Folque, também em Lisboa, o valor base era de 4.122.500 euros, tendo sido vendido por 5.213.754 euros. Importa ainda salientar que dos oito imóveis referidos na notícia apenas foram vendidos dois. Acresce que todo o processo de preparação, realização e execução da Hasta Pública n.º1/2026 cumpriu, de forma escrupulosa, rigorosa e transparente, todas as regras legais, procedimentais e regulamentares aplicáveis”, esclareceu o Ministério.

O Público avançou este domingo que o Estado vendeu abaixo do preço de mercado imóveis que podiam ter centenas de casas públicas. A publicação salientou que em conjunto oito imóveis em Lisboa deixados vazios após a concentração do Governo num só espaço, já vendidos ou que irão a leilão ainda este ano, poderiam albergar cerca de 450 casas públicas.

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