FAAMG têm annus horribilis

A falta de liquidez e o aumento dos juros penalizaram ainda mais as grande tecnológicas norte-americanas esta semana.

FAAMG têm annus horribilis
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Esta semana o Nasdaq Composite caiu para o mínimo de novembro de 2021 e as ações da Apple, a maior capitalização bolsista do mundo de dois biliões de dólares, atingiram um novo mínimo das últimas 52 semanas. Desde o início do ano, a Apple perde 29%, a Amazon cai 51%, a Microsoft desvaloriza 29%, a Tesla baixa 70%, a Netflix deprecia 52%, o Facebook/Meta Platforms perde 65% e a Google/Alphabet cai 39%, em suma, desde janeiro as FAAMG+TN perdem 48%, de acordo com uma simples média aritmética. Já o Nasdaq 100 desvaloriza 34%, o S&P 500 perde 20%, o Dow Jones baixa 9%, o Stoxx 600 diminui 12% e o alemão Dax 40 de Frankfurt desce 12%.

Esta semana, o setor tecnológico, sensível às taxas de juro, foi penalizado mais uma vez pelo aumento dos rendimentos do tesouro norte-americano, um tema recorrente este ano. Quanto maior forem as alterações nas cotações destas ações, muito sensíveis às taxas de juro e ao dólar norte-americano, maior será a volatilidade do Nasdaq 100 e do S&P 500. Como multinacionais têm uma parte dos seus lucros fora dos EUA, logo a conciliação de todos os seus resultados em dólares (receitas e lucros) é influenciada pela cotação da moeda norte-americana. Um dólar mais forte diminuirá as receitas vindas do exterior e vice-versa. Quanto à maior sensibilidade às taxas de juro por parte das FAAMG, é importante referir que à medida que a taxa de juro aumenta os cash flows futuros valem cada vez menos e quanto mais longínquos no tempo menos valem.

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