Ex-CEO da Galp levou para casa mais de um milhão em 2025

Filipe Silva demitiu-se no início de 2025, mas ainda teve direito a levar para casa prémios relativos a 2024. Administradores executivos da Galp levaram para casa mais de 7 milhões de euros brutos em 2024, com os dois presidentes a ganharem 1,4 milhões cada.

Ex-CEO da Galp levou para casa mais de um milhão em 2025
Galp Filipe Silva

O ex-CEO da Galp, Filipe Silva, levou para casa mais de um milhão de euros brutos em 2025.O gestor demitiu-se do cargo em janeiro de 2025 alegando “razões familiares”.

O gestor teve direito a 802 mil euros brutos relativos a remuneração variável do ano de 2024, mais 15 mil euros de remuneração variável fixa. Também recebeu 220 mil euros de remuneração variável multianual ilíquida relativa ao triénio 22-24, mais 4 mil euros relativos a um PPR.

A demissão teve lugar 96 horas depois de o jornal “Eco” ter revelado que o gestor estava a ser investigado pela comissão de ética da empresa por alegado conflito de interesses, depois de uma denúncia pessoal por manter uma relação pessoal com uma diretora de topo da empresa, que seria mantida em segredo.

Filipe Silva rejeitou que esta relação ameaçasse qualquer das decisões tomadas por si na empresa. Foi substituído no cargo por Maria João Carioca e João Diogo Marques da Silva.

Mas houve mais ex-CEO da Galp com direito a pagamentos em 2025. Andy Brown que renunciou ao cargo a 31 de dezembro de 2022, teve direito a 555 mil euros, com 465 mil de incentivos de longo prazo mais 90 mil de prémio relativo ao triénio 22-24. Carlos Gomes da Silva teve direito a quase 39 mil euros relativos ao prémio variável pago relativo ao triénio 22-24.

Já os administradores executivos atuais tiveram direito a receber mais de 7,2 milhões de euros brutos.

Os dois Co-CEO tiveram direito cada um a mais de 1,4 milhões de euros brutos: com 737 mil euros em termos de remuneração variável fixa bruta, mais 412 mil de remuneração variável anual de 2024.

Depois dos CEO, segue-se Georgios Papadimitriou (1,4 milhões), Rodrigo Vilanova (1,3 milhões), Ronald Doesburg (1,1 milhões) e Nuno Bastos (617 mil euros).

Sobre o processo de Filipe Silva, a Galp rejeitou dar informações sobre a conclusão do caso pela comissão de ética da empresa, tendo rejeitado dar explicações à Comissão de Trabalhadores, revelou o jornal “Público” em outubro de 2025.

A Galp atingiu um lucro recorde em 2025. Foi uma subida de 20% para 1.150 milhões de euros.

A contribuir para este resultado histórico esteve o aumento da produção de petróleo e gás no Brasil e o aprovisionamento&trading de gás natural.

Durante este período, o EBTIDA recuou 8% para mais de 3 mil milhões com a queda do barril de petróleo para 69 dólares em 2025.

A cotada atingiu um novo máximo histórico de cotação de fecho a 19 de março: 22,16 euros. O máximo anterior datava de 26 de abril de 2024 quando fechou nos 20,54 euros.

Nesse dia, a cotada já tinha valorizado 22% desde o início da guerra no Médio Oriente, acompanhando as subidas nos preços do petróleo nos mercados internacionais, atingindo então uma capitalização bolsista de 15,4 mil milhões de euros apenas atrás da EDP.

No entanto, a cotação recuou desde então, tendo fechado hoje nos 20,54 euros, a valer 14,55 mil milhões de euros.

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