As tensões geopolíticas, os problemas da cadeia de abastecimento e o aumento dos salários na China levaram a Europa a recuar nas importações em 2023, de acordo com estimativas do CaixaBank Research. Em apenas um ano, as importações da União Europeia provenientes do país asiático caíram 10% em termos anuais.
O documento especifica que, “seja devido a intervenções políticas diretas ou a receios empresariais de uma deterioração da situação internacional que levaria à utilização de dependências económicas como arma diplomática”, os países estão a redesenhar os seus fluxos comerciais com o objetivo de minimizar os riscos. No caso espanhol, em 2023, 21% das importações de bens de fora da UE vieram da China, aproximadamente o mesmo valor de 2021, embora acima dos 18% registados em 2015.
Enquanto a China tem vindo a perder terreno, o seu rival por excelência, os Estados Unidos, ganhou espaço comercial no bloco. Assim, no último ano as suas importações aumentaram 7%, segundo dados do CaixaBank, enquanto as de outros países asiáticos aumentaram 3%.
Em setembro, a Câmara de Comércio da União Europeia na China mostrou-se preocupada com o abrandamento da economia chinesa e a incerteza sobre a relação que o país quer manter com as empresas estrangeiras.