Um relatório do Senado norte-americano deixou críticas a várias companhias aéreas dos Estados Unidos devido às taxas aplicadas na escolha de lugares nos voos.
O relatório, que abrange os anos de 2018 a 2023, explica a CNBC, que as companhias aéreas American, Delta, United, Spirit, e Frontier, acumularam receitas de 12,4 mil milhões de dólares em taxas referentes a assentos.
Este mesmo relatório acusa também as companhias aéreas Spirit e a Frontier de terem pago 26 milhões de dólares, entre 2022 e 2023, aos agentes de embarque com o objetivo de “apanharem passageiros” que infringiram as políticas relativas à bagagem levando a que esses passageiros “fossem forçados a pagar uma taxa de bagagem ou a perderem o voo”.
A CBC referiu que, apesar das grandes companhias aéreas dos Estados Unidos terem acabado com as taxas para a alteração nos bilhetes económicos, adicionaram taxas para a seleção de assentos que sejam mais concorridos ou mais espaçosos, para além de referir que as companhias aéreas estão numa corrida para adicionar assentos premium com o objetivo de aumentarem as suas receitas.
O mesmo canal norte-americano referiu que vários executivos de companhias aéreas foram chamados para uma audição prevista para 4 de dezembro, com o intuito de abordarem estes temas.
A Airlines for America, que representa companhias aéreas dos Estados Unidos, contesta alguns dos argumentos contidos no relatório do Senado norte-americano. O grupo, citado pela CNBC, salientou que as viagens aéreas estão “mais acessíveis” e que os clientes têm a possibilidade de “escolher o que querem pagar” a bordo. O mesmo grupo considerou que o relatório possui uma “clara falha” em compreender o “valor” que a indústria aérea norte-americana, que é “altamente competitiva” traz para os clientes e colaboradores.