Escolas fechadas e hospitais em serviços mínimos. Greve na função pública com adesão elevada esta sexta-feira (com áudio)

Segundo a Frente Comum, que convocou esta paralisação, a adesão à greve esta sexta-feira na função pública está a ser elevada, com muitas escolas encerradas e hospitais a funcionar em mínimos.

Escolas fechadas e hospitais em serviços mínimos. Greve na função pública com adesão elevada esta sexta-feira (com áudio)
João Relvas/Lusa

A função pública está em greve esta sexta-feira, 17 de Março, e pouco depois das 9h00, “algumas escolas já estavam encerradas e hospitais cumpriam os serviços mínimos, nomeadamente, nos internamentos e urgências”, declarou aos jornalistas o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana.

O sindicalista, que falava à comunicação social junto à entrada do edifício da Segurança Social em Lisboa, fez sobressair que esta adesão “mostra o descontentamento dos trabalhadores” com toda a situação laboral.

A greve nacional dos funcionários públicos, que começou às 0h00 desta sexta-feira, arrancou no turno da noite para os trabalhadores das áreas da saúde e da recolha de resíduos sólidos urbanos (lixo doméstico).

Entre as reivindicações estão a exigência de aumentos salariais imediatos, a fixação de limites máximos dos preços de bens e serviços, a valorização das carreiras e o reforço dos serviços públicos.

“No turno da noite, houve uma adesão quase total nos resíduos sólidos um pouco por todo o país, com os hospitais a trabalhar em serviços mínimos, com muitas consultas fechadas, blocos operatórios com cirurgias adiadas a realizar só os serviços urgentes”, informou Sebastião Santana.

Ainda depois das 9h00, o coordenador da Frente Comum alegou que muitos serviços ainda não tinham reaberto ao público, considerando como um “reflexo do descontentamento dos trabalhadores da administração pública com as políticas que têm sido prosseguidas em termos salariais e de reforço dos serviços públicos.”

No que diz respeito às escolas, Sebastião Santana adiantou que há estabelecimentos encerrados em todo o país e os que não estão têm os trabalhadores a cumprir serviços mínimos “que lhes foram impostos de forma ilegal”.

“O Governo tem de sair do pedestal da maioria absoluta em que está. As respostas são necessárias já”, concluiu.

De notar que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou, esta semana, que os professores e educadores deveriam participar na greve, enquanto os trabalhadores não docentes estariam cobertos pelo pré-aviso da Frente Comum.

Por seu lado, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, destacou “o grande dia de luta dos trabalhadores pelo aumento geral dos salários e pensões”.

“Não podemos continuar com falta de medidas que garantam uma vida digna a todos porque nós podemos tê-la. Há todas as condições no nosso país para uma vida digna para todos”, afirmou.

Recorde-se que para este sábado, 18 de Março, está prevista a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, promovida pela CGTP, pelo aumento geral dos salários e das pensões face à subida do custo de vida.

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