A deputada do PSD Clara Marques Mendes referiu que deveria ter acontecido “uma mudança radical” na legislação do teletrabalho, mas “infelizmente não aconteceu”.
As declarações foram feitas durante conferência “A UGT e os desafios do futuro”. Clara Marques Mendes é de opinião que “se devia ter ponderado melhor” as questões do teletrabalho quando foram debatidos pelo Parlamento. “Era para haver mudança radical infelizmente não foi isso que aconteceu”, referiu a social democrata.
A deputada lembra que o teletrabalho já estava “regulamentado” e era “visto de forma positiva”, como um “regime flexível e mais favorável”, mas como passar do tempo “percebeu-se que o regime merecia ser revisitado”.
“O PSD defendeu que era prematuro, deveria existir maior ponderação e maior concertação”, destacou Clara Marques Medes, acrescentando que “fazia mais sentido falar na agenda do trabalho digno”.
No entanto, os deputados legislaram sobre matérias importantes como é a questão da privacidade, que foi aprofundada. “Foi necessário acreditar que expressamente tem de ser cumprido” o horário, recordou a deputada.
Segundo a social democrata, “houve uma grande dificuldade de aplicação”, mas o “teletrabalho veio para ficar”. “Foi uma modalidade que começou a ser mais usada em contexto excecional, mas há vantagens a ser apontadas”.