Livre considera discurso de Montenegro “elogio da banalidade”

A intervenção de Luís Montenegro “mostra sobretudo um governo que está esgotado” sem “uma única ideia para o país” e é “um verdadeiro elogio da banalidade”, disse o deputado Paulo Muacho, do Livre, numa declaração em vídeo, assinalando que o chefe do Governo ignorou os problemas do país.

Livre considera discurso de Montenegro “elogio da banalidade”
O primeiro-ministro, Luís Montenegro (E), ladeado por Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, intervém durante a sessão plenária sobre o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), na Assembleia da República, em Lisboa, 27 de outubro de 2025. A Assembleia da República começa hoje a debater em plenário a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2026. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O livre considerou este sábado, 15 de agosto, que o discurso do primeiro-ministro e líder do PSD na festa do Pontal, no sábado, foi “um verdadeiro elogio da banalidade” de um “Governo esgotado”.

A intervenção de Luís Montenegro “mostra sobretudo um governo que está esgotado” sem “uma única ideia para o país” e é “um verdadeiro elogio da banalidade”, disse o deputado Paulo Muacho, do Livre, numa declaração em vídeo, assinalando que o chefe do Governo ignorou os problemas do país.

Quando “pede para que se fale menos sobre aquilo que não corre bem”, Paulo Muacho afirma que este é “um primeiro-ministro que claramente não está confortável com o trabalho da oposição de apontar os erros e aquilo que vai sendo mal feito”.

“Diz-nos que não são apenas números que são pessoas, mas esqueceu-se de falar dos dois milhões de portugueses que continuam em risco de pobreza”, acrescentou, citando depois outros números como o “milhão e meio de portugueses que continuam sem ter médico de família” ou os “portugueses que não conseguem pagar a sua habitação porque os preços das casas subiram só no ano 17,6 por cento”.

Para o deputado do Livre, Montenegro que “não tem uma única ideia para o país, nem tem uma ideia de rumo” e questionou comparações com a década de governação de Cavaco Silva (1985-1995).

Esses foram anos, disse, de “grande desenvolvimento por causa dos fundos de coesão e dos fundos comunitários” e, “bem ou mal, porque havia uma estratégia naquela altura”.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou na sexta-feira que o Governo está “para durar” e sem “nenhum drama” por não ter maioria absoluta, apesar de admitir que “dava jeito”, pretendendo deixar uma década de desenvolvimento como fez Cavaco Silva.

Na festa do Pontal, no Calçadão da Quarteira, Loulé, Faro, que voltou a marcar a rentrée política do PSD depois do período de férias, Luís Montenegro fez um balanço daquelas que considera serem as principais conquistas do seu Governo, apresentando vários dados, da economia à habitação, que disse que “não são números, mas sim pessoas”.

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A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda 'rentrée' do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, na qual anunciou este ano a reentrada do Estado no capital da REN e criticou o que chamou de "censura moderna", lamentado que os portugueses só conheçam as polémicas e incidentes e o mais importante fique "escondido em notas de rodapé".