Envelope de 130 milhões para aumentar empregabilidade

Universidade Católica, Porto Business School e Nova SBE integram os 33 consórcios criados no âmbito do Programa Impulso Adultos. Financiamento soma 130 milhões, dos quais 19% estão executados.

Envelope de 130 milhões para aumentar empregabilidade
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O Plano de Recuperação e Resiliência, vulgo PRR, é uma oportunidade para jovens e adultos em busca de qualificações e novas competências. Os Programas Impulso Jovens STEAM e Impulso Adultos beneficiam de 252 milhões de euros e neles estão envolvidas muitas instituições de ensino superior públicas e privadas.

Centremo-nos na formação dos mais velhos. O Impulso Adultos dispõe de um envelope de 130 milhões de euros, dos quais 25,1 milhões foram executados até 30 de março de 2023, o correspondente a 19% do financiamento até 2026. O Programa envolve 33 consórcios e a escola de negócios da Universidade do Porto, Porto Business School é uma dessas instituições.

“A Porto Business School participa em diversos consórcios no âmbito do PRR para a oferta de formação executiva, em colaboração com outras entidades e business schools”, revela Patrícia Teixeira Lopes, ao Jornal Económico. A vice-dean da PBS destaca os consórcios liderados pelo INA (Instituto Nacional de Administração) para a capacitação da Administração Pública em temáticas de liderança e digital. Em concreto, no âmbito do Impulso Adultos, a PBS integra a oferta formativa da Universidade do Porto com programas de formação de curta e média duração nas áreas da sustentabilidade e transformação digital.

A Nova SBE é outra instituição que participa neste esforço de qualificação nacional com verbas europeias. Pedro Brito, associate dean @ Nova SBE, adianta ao JE que a Escola está envolvida em dois projetos PRR da medida 6 – Qualificações e Competências, ambos associados ao Programa Impulso Adultos.

O objetivo do programa é reforçar e diversificar a formação pós-secundária, garantindo a reconversão e atualização de competências através do desenvolvimento de soluções de qualificação flexíveis, de qualidade e capazes de dar resposta à transformação dos mercados de trabalho e aos novos requisitos da empregabilidade.

“Através da participação nos projetos PRR, a Nova SBE pretende aumentar a capacidade de resposta do sistema educativo e formativo, para “combater as desigualdades sociais e de género e aumentar a resiliência do emprego, especialmente em situações de crise económica, como a provocada pela pandemia”, explica Pedro Brito. O programa, salienta, visa atender “às necessidades de jovens e adultos com baixas qualificações, além de garantir uma participação equilibrada entre mulheres e homens no mercado de trabalho”.

A gestão centralizada do Impulso Adultos na Universidade Nova de Lisboa, que a Nova SBE integra, permite que a Escola “financie os projetos principalmente através da atribuição de bolsas a alunos e da contratação de novos docentes”, adianta. Para a Nova SBE, esse investimento irá contribuir para “o sucesso dos diplomados no mercado de trabalho” e para “novos arranjos colaborativos orientados pelo conhecimento científico”.

A Universidade Católica Portuguesa abraçou igualmente o desafio do desenvolvimento de cursos ao abrigo do PRR. No caso da Católica Porto Business School, Carlos Vieira, diretor Executivo da Formação Executiva, explica: “optou-se por um desenvolvimento autónomo de cursos focados nas áreas das ciências de dados, saúde, agroalimentar e sustentabilidade, destacando-se nestas propostas a interligação com parceiros dos sectores que trazem conceitos práticos que são estudados e partilhados em ambiente de academia”.

Nestes programas, revela, a opção estratégica foi “financiar parcialmente a frequência de estudantes através de bolsas parciais ou totais”, financiadas pelos parceiros ou pela própria Católica Porto Business School”.

Céline Abecassis-Moedas, diretora da Formação de Executivos da Católica Lisbon School of Business & Economics, explica, por seu turno, que as formações específicas sectoriais criadas através do PRR visaram áreas que, por serem nicho de mercado, nunca tiveram acesso a formação executiva de referência e com este nível de especialização e adaptação setorial.
Exemplo?

“Apostamos na formação em gestão de museologia”, revela Céline Abecassis-Moedas, acrescentando que para tal a Escola recorreu a “um corpo docente de excelência”. Esta solução, destaca ainda a responsável da Formação Executiva da Católica-Lisbon, além de não ter precedentes no mercado de trabalho, foi de per si uma inovação, algo que as business schools de referência têm de impulsionar.

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