A despesa em Investigação e Desenvolvimento (I&D) por parte das empresas em Portugal atingiu os 2.154 milhões de euros em 2021, representando 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de acordo com os dados definitivos do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN21), publicados pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).
As 100 empresas que mais investiram em I&D só correspondem a 6% do número total de empresas que declararam atividades de I&D no IPCTN21, mas foram responsáveis por mais de metade da despesa em I&D (53%) e por mais de um terço (37%) dos profissionais de I&D. Pela primeira vez, o ranking foi liderado por um grupo da indústria farmacêutica, a Bial.
A Bial encabeçou a lista foi com um gasto superior a 81,6 milhões de euros, tendo subido duas posições em relação a 2020. O CEO da Bial considera que esta conquista do grupo farmacêutico “espelha a decisão”, tomada há mais de 30 anos, de aposta na I&D de medicamento. “A I&D faz parte do código genético da Bial, pelo que é sempre com grande satisfação que, de forma continuada ao longo dos anos, vemos reconhecida a nossa liderança nesta área e agora atingimos o topo”, afirmou António Portela, garantindo que a Bial continuará a apostar “forte” no seu programa de inovação.
A segunda posição do ranking é a da Altice Portugal, com 71.079 milhões de euros, seguindo-se a NOS com 67.744 milhões de euros. O top 10 fica completo com as empresas do grupo Sonae (60.629 milhões de euros), grupo EDP (46.231 milhões de euros), BCP (32.050 milhões) e Galp Energia (26.740 milhões de euros).
“É crítico trabalhar num contexto de longo prazo, que seja promotor da inovação e das empresas que apostam na investigação, promovendo desta forma a capacidade do país de gerar inovação”, alerta ainda António Portela.
Na sua opinião, estas empresas “são um contribuinte muito importante para o crescimento económico de Portugal, aportando valor e diferenciação através dos seus produtos e serviços, contribuindo para a exportação de bens de valor acrescentado e promovendo o emprego qualificado, potenciando, assim, a capacidade científica das nossas universidades e centros de investigação”.
Conheça as 305 empresas que mais investiram em I&D em Portugal (2021)
Em dezembro, a DGEEC concluiu que a despesa total em I&D em Portugal em 2021 tinha atingido um novo máximo histórico de 3.609 milhões de euros, o que representa 1,68% do PIB (quando em 2020 se situava em 1,62%). Logo, pelo sexto ano consecutivo verificou-se uma subida na despesa em I&D em função do PIB.