Empresa de recrutamento portuguesa implementa semana de trabalho de quatro dias

A Precise, que se dedica ao recrutamento e 'outsourcing' de saúde e Tecnologias da Informação, estava a dar as tardes de sexta-feira aos trabalhadores em formato de teste e decidiu adotar este novo modelo de trabalho a 100%.

Empresa de recrutamento portuguesa implementa semana de trabalho de quatro dias
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A empresa portuguesa Precise, de recrutamento e outsourcing nas áreas da saúde e Tecnologias da Informação (TI), anunciou esta terça-feira que implementou a semana de quatro dias de trabalho, depois de estar a testar este novo modelo de trabalho com as tardes livres de sexta-feira (Blue Friday) há mais de um ano.

A Precise concluiu que os resultados do teste foram “positivos” e decidiu avançar para um formato em que, desde o início deste ano, a cada quinze dias, todos os colaboradores tem uma semana de quatro dias.

“A medida não só otimizou os processos internos, aumentou a produtividade, mas também promoveu uma comunicação mais eficiente entre as equipas. Surpreendentemente, a adoção da semana de quatro dias não resultou em qualquer diminuição na qualidade da capacidade de resposta aos clientes”, explicou o CEO da Precise sobre o teste que começou em 2021.

“Pelo contrário, observou-se uma maior motivação por parte dos colaboradores. As equipas organizaram-se de forma mais eficiente, adotaram mecanismos de trabalho mais produtivos e a comunicação interna melhorou significativamente”, afirmou Nuno Neves, em comunicado divulgado aos meios de comunicação social.

Na perspetiva da comissão executiva desta empresa, os argumentos que alguns gestores apresentam sobre quebras de produtividade, qualidade de serviço e eventuais perdas para a entidade patronal, para não optarem por retirar um dia de trabalho à escala dos profissionais, não fazem sentido.

Até porque, segundo Nuno Neves, em causa estão melhorias na saúde mental e no bem-estar dos colaboradores. “O dia extra de descanso proporciona um alívio do stress vivido ao longo da semana, contribuindo para o equilíbrio e a recuperação necessária para lidar com os desafios profissionais”, garante.

O Governo tem em curso, desde o início deste mês, a terceira fase do projeto-piloto para adoção da semana de quatro dias, no qual estão envolvidas 39 empresas – nomeadamente “um instituto de investigação, uma creche, um centro de dia, um banco de células estaminais que trabalha sete dias, e empresas do sector social, indústria e comércio”, de acordo com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – e cerca de mil trabalhadores.

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