As disparidades salariais continuam a sentir-se no mercado laboral entre os dois géneros. Mesmo quando as qualificações profissionais são semelhantes entre homens e mulheres, é o sexo masculino que recebe o maior salário.
Um estudo do portal Jobatus, comparou diversas profissões de vários sectores e apurou a permanência da disparidade salarial entre os dois sexos. Entre as conclusões, o estudo evidência que as disparidades revelam a urgência de implementar políticas de igualdade salarial, de promover a transparência salarial e de incentivar a um ambiente de trabalho inclusivo.
Entre outras áreas, este estudo destaca a profissão de enfermeiro que regista uma disparidade salarial de 14%, sendo que os homens recebem uma média salarial de 2.800 euros, enquanto que a média salarial das mulheres é de 2.400 euros.
No sector da educação também existem disparidades, nomeadamente os professores com uma disparidade salarial de 12%, situando-se a média salarial dos homens em 2.600 euros e a média salarial das mulheres nos 2.300 euros.
Já entre os gerentes de marketing a média salarial dos homens está fixada nos cinco mil euros, enquanto a das mulheres fica pelos 4.500 euros.
A análise do Jobatus revelou que a desigualdade salarial de género é um problema sistémico que exige uma abordagem para a sua solução. Os fatores que mais contribuem para essa disparidade são a discriminação de género, falta de transparência salarial e falta de políticas de igualdade de oportunidades dentro das empresas.