Depois de ter estado estável durante vários meses, o desemprego subiu ligeiramente em setembro. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa situou-se em 6,1%, mais 0,1 pontos percentuais do que em agosto.
Desde maio que a taxa de desemprego estava estacionada nos 6%, refletindo a resiliência do mercado de trabalho português face à crise energética, à inflação e aos demais efeitos do conflito em curso no leste europeu. Setembro foi, contudo, sinónimo de uma subida em cadeia desse indicador, ainda que ligeira (os tais 0,1 pontos percentuais) para 6,1%, “o valor mais elevado desde dezembro de 2021”.
Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, o desemprego recuou 0,2 pontos percentuais, sendo importante notar que 2021 ficou marcado pelas restrições associadas à crise pandémica.
No total, havia, assim, 318,8 mil indivíduos desempregados em Portugal, no nono mês do ano, mais 1,6% do que em agosto e menos 2,6% do que em setembro de 2021.
Por outro lado, o gabinete de estatísticas dá conta esta quarta-feira de que a população empregada decresceu em cadeia 0,2% para 4.874,4 mil indivíduos em setembro. Em termos homólogos, verificou-se, ainda assim, um salto de 0,8%.
Contas feitas, no último mês do terceiro trimestre, a taxa de emprego situou-se em 63,7%, menos 0,1 pontos percentuais do que em agosto, mas mais 0,7 pontos percentuais do que há um ano.
Quanto à população ativa, em setembro registou-se um decréscimo de 0,1% face a agosto e um aumento de 0,6% face a setembro de 2021 para 5.193,5 mil indivíduos. “A diminuição da população ativa resultou do decréscimo da população empregada (9,3 mil; 0,2%), que superou o aumento da população desempregada (5,1 mil; 1,6%)”, salienta o INE.
Em contraste, a população inativa aumentou em cadeia 0,1% e caiu 0,2%, em termos homólogos. Tal é explicado pela subida do número de outros inativos, “os que nem estão disponíveis nem procuram emprego (9,9 mil; 0,4%)”.
O INE detalha ainda que a taxa subutilização de trabalho situou-se em 11,4%, valor igual ao do mês anterior, mas inferior a do mesmo mês do ano anterior em 0,5 pontos percentuais.
Convém explicar que a subutilização de trabalho inclui desempregados, subemprego em tempo parcial, inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuram um novo posto, e inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis para começar um novo trabalho.
Notícia atualizada às 11h33