DBRS sobe rating da CGD para nível A pela primeira vez

O outlook Positivo reflete a expectativa da DBRS de que, apesar da esperada redução das taxas de juro, a Caixa manterá uma forte capacidade de gerar receitas enquanto os rácios de crédito malparado permanecerão baixos.

DBRS sobe rating da CGD para nível A pela primeira vez
Cgd-0007-4CB1-B0A6-E756A7763C3C

“Com a elevação do rating a A (low), a Caixa alcança pela primeira vez, no caso da DBRS, o escalão superior ao BBB no qual se encontrava desde o rating inicial atribuído em 2011”, destacou hoje o banco liderado por Paulo Macedo no comunicado em que revela a subida do rating atribuído pela DBRS Morningstar.

“A Caixa Geral de Depósitos, informa que, a 29 de outubro de 2024, a DBRS Morningstar subiu
o rating de longo prazo (Long Term Issuer Rating) de BBB (high) para A (low), mantendo o outlook em Positivo”, refere o banco.

O rating de curto prazo (Short-Term Issuer Rating) foi confirmado em R-1 (low), com outlook Estável enquanto o rating de depósitos de longo prazo (Long-Term Deposit rating) de A (low)
para A, com outlook Positivo, acrescenta a Caixa.

Segundo a DBRS Morningstar, a subida da notação do rating de longo prazo da CGD reflete a melhoria significativa dos resultados do banco e a redução de NPL (non-performing loans), cuja evolução supera a dos seus pares nacionais e internacionais.

Estes dois fatores, de acordo com esta agência, “ilustram a eficaz reestruturação da Caixa e a redução do risco do seu balanço”.

Além disso, a subida do rating reflete a forte capitalização do banco, suportada numa maior capacidade de geração orgânica de capital.

O outlook Positivo reflete a expectativa da DBRS de que, apesar da esperada redução das taxas
de juro, a Caixa manterá uma forte capacidade de gerar receitas enquanto os rácios de crédito malparado permanecerão baixos.

Relacionado

Bancos aumentam exposição a Data Centers com boom da IA, mas gerem risco com titularização, diz DBRS

Bancos aumentam exposição a Data Centers com boom da IA, mas gerem risco com titularização, diz DBRS

Maria Teixeira Alves27 Ago
O surgimento da inteligência artificial (IA) desencadeou um aumento sem precedentes na procura de infraestruturas digitais, particularmente de data centers. Outrora vistos como um segmento de nicho dentro dos mercados imobiliário e de infraestruturas, os data centers evoluíram rapidamente para uma classe de ativos distinta. A DBRS analisa o consequente crescimento da exposição dos bancos ao sector e as implicações de crédito associadas.
DBRS: Seis maiores bancos portugueses lucram 2,5 mil milhões no 1.º semestre suportados pelo crescimento do crédito

DBRS: Seis maiores bancos portugueses lucram 2,5 mil milhões no 1.º semestre suportados pelo crescimento do crédito

Redação13 Ago
Bancos portugueses registam lucros de 2,5 mil milhões no primeiro semestre, mas rentabilidade recua, destaca a DBRS. A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) agregado dos seis maiores grupos bancários analisados pela DBRS — Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novobanco, Banco Montepio, BPI e Santander Totta — caiu para 14,8% no primeiro semestre, contra 16,7% no mesmo período de 2025.