DBRS alerta que aumento das falências pode degradar qualidade da carteira de crédito dos bancos

Os bancos de países com uma forte dependência do sector do turismo, nomeadamente a Grécia, Chipre, Malta, Croácia e Portugal, estão mais vulneráveis à deterioração mais rápida e mais rápida e significativa das carteiras dos bancos, alerta a DBRS.

DBRS alerta que aumento das falências pode degradar qualidade da carteira de crédito dos bancos
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A DBRS Morningstar fez um comentário sobre o aumento do número de falências de empresas na Europa e o impacto na qualidade dos activos dos bancos europeus, que na sua opinião manter-se-á controlável por enquanto.

“Consideramos que o sector bancário europeu é bastante diversificado em termos de sectores de atividade em geral”, explica a DBRS.

Em particular, a exposição global aos sectores mais vulneráveis foi relativamente baixa, com 5,5% para os transportes e armazenagem e 2,6% para os serviços de alojamento e restauração.

No entanto, os bancos de alguns países europeus registaram concentrações superiores à média europeia nos setores dos transportes e armazenagem e dos serviços de alojamento e restauração, no final do 1º trimestre de 2023; trata-se sobretudo de países com uma forte dependência do sector do turismo, nomeadamente a Grécia, Chipre, Malta, Croácia e Portugal, que registam exposições combinadas que variam entre 14,7% e 30,3%, diz a DBRS.

“Na nossa opinião, esta situação colocará desafios aos sectores bancários destes países, uma vez que são países que apresentam normalmente rácios de crédito malparado mais elevados do que a média europeia. Continuaremos a acompanhar de perto esta situação, uma vez que estas concentrações mais elevadas poderão conduzir a uma deterioração mais e significativa das carteiras dos bancos nesses países”, alerta a agência.

A DBRS cita que os dados do exercício de transparência da Autoridade Bancária Europeia, no final do 1.º trimestre de 2023, revelaram que o sector bancário europeu não apresentava concentrações superiores a 6% na maioria dos setores de atividade, exceto nas atividades imobiliárias (25,1%), na indústria transformadora (15,7%) e no comércio grossista e retalhista (12,8%).

“Esperamos que o aumento das falências, resultante da atual conjuntura, conduza a uma deterioração da qualidade dos activos dos bancos europeus. No entanto, consideramos que esta situação é controlável para o sistema bancário europeu em geral, dada a exposição relativamente baixa aos sectores mais vulneráveis”, defende a DBRS.

De acordo com os dados do Eurostat, as declarações de falência corrigidas de sazonalidade, na UE, aumentaram 8,4 % no segundo trimestre e em relação aos primeiros três meses do ano, ultrapassando os níveis do 3.º trimestre de 2019, antes do início da pandemia e atingindo o nível mais elevado desde 2015.

O comentário discute o aumento das falências de empresas na Europa, as suas causas e o potencial impacto na qualidade dos activos dos bancos europeus.

As falências na União Europeia atingiram o seu nível mais elevado desde 2015 no final do segundo trimestre de 2023.

A DBRS lembra que o número de falências na Europa tem vindo a aumentar gradualmente, desde o 1.º trimestre de 2017, mas esta tendência foi interrompida no contexto da pandemia de coronavírus (Covid-19), uma vez que a maioria dos governos europeus adotou medidas sem precedentes para apoiar as empresas.

A partir do início de 2022, o ritmo dos pedidos de falência europeus retomou uma tendência ascendente, que continuou em 2023.

A DBRS Morningstar acredita que isto poderá ter um efeito colateral nos bancos europeus, uma vez que um aumento prolongado das falências conduz frequentemente a uma deterioração cumulativa da qualidade dos activos.

Embora o impacto deva ser controlável para a maioria dos sectores bancários europeus, alguns países serão provavelmente mais afectados, dada a sua elevada exposição aos segmentos mais vulneráveis da economia neste contexto.

As falências na União Europeia (UE) atingiram o seu nível mais elevado, desde 2015, no final do segundo trimestre de 2023.

A DBRS Morningstar acredita que isto poderá ter um efeito colateral nos bancos europeus, uma vez que um aumento prolongado das falências conduz frequentemente a uma deterioração cumulativa da qualidade dos activos.

 

 

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