Consumo de eletricidade bate máximo no primeiro trimestre

"As energias renováveis abasteceram 80,4% do consumo de eletricidade, as não renováveis 16,3% e o saldo importador 3,3%. A produção renovável teve a seguinte repartição: hídrica 38%, eólica 31,9%, solar fotovoltaico 6,3% e a biomassa 4,3%", revelam os dados da ADENE.

Consumo de eletricidade bate máximo no primeiro trimestre
Luz Eletricidade

O consumo de eletricidade, no primeiro trimestre do ano, chegou aos 14.624 GWh (gigawatts hora) superando em 3,8% o anterior máximo de 14.086 GWh registado em 2025, de acordo com os dados divulgados pela Agência para a Energia (ADENE).

“As energias renováveis abasteceram 80,4% do consumo de eletricidade, as não renováveis 16,3% e o saldo importador 3,3%. A produção renovável teve a seguinte repartição: hídrica 38%, eólica 31,9%, solar fotovoltaico 6,3% e a biomassa 4,3%”, revelam os dados da agência.

A produção térmica não renovável (essencialmente gás natural) e a eólica, tiveram aumentos de 40,8% e de 12,4%, face ao trimestre homólogo, enquanto que o solar fotovoltaico e a biomassa desceu 7,5% e 8,2%.

“O saldo importador registou uma queda muito acentuada (-54%), abastecendo apenas 3,3% do consumo de eletricidade. No primeiro trimestre do ano passado abasteceu cerca de 7,5%”, adianta a ADENE.

Consumo de gás natural sobe 13%

O primeiro trimestre teve um aumento de 13,8%, no consumo de gás natural, para os 13.167 GWh, face ao período homólogo.

“O mercado elétrico, que corresponde ao gás natural consumido nas centrais de ciclo combinado para a produção de eletricidade, foi responsável por 34,4% do consumo, sendo os restantes 65,6% destinados ao mercado convencional. O gás natural destinado ao mercado elétrico aumentou 53,6% e o destinado ao mercado convencional em 0,2%, quando comparados com o primeiro trimestre de 2025″, referem os dados.

No fornecimento de gás natural os Estados Unidos lideraram as importações ao atingirem uma quota de mercado de 36,6%, seguindo-se a Nigéria com 3,8%, Espanha (18,1%) e Rússia (9,5%).

“Face ao período homólogo, a Nigéria teve uma perda de cerca de 12,8 pontos percentuais (p.p.), e as interligações com a Espanha, um ganho de 10.9 p.p.”, de acordo com a ADENE.

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