Concorrência autoriza compra da Queijos Tavares pela dona da Parmalat

Em causa está o controlo exclusivo do grupo francês sobre a Queijos Tavares.

Concorrência autoriza compra da Queijos Tavares pela dona da Parmalat
Queijo

A Autoridade da Concorrência (AdC) deu luz verde à multinacional francesa Lactalis, que detém marcas como a Parmalat, Ucal ou Santal, para comprar o grupo português Queijos Tavares, proprietário dos queijos Seia do Tavares, Serras de Penela, Damar e Monte da Soalheira.

Segundo a AdC, é preciso “adotar uma decisão de não oposição à operação de concentração”. Em causa está o controlo exclusivo do grupo francês sobre a Queijos Tavares.

A dona da Parmalat e o grupo português anunciaram, a 29 de abril, terem chegado a um acordo. Faz parte do negócio a integração dos 120 trabalhadores das duas fábricas localizada em Seia e no Fundão.

Assim, a Lactalis passará a ter quatro unidades de produção em Portugal. A Holapor do grupo Lactalis, pretende “consolidar a produção e a comercialização de queijos locais e complementar a sua oferta de produtos em Portugal”.

Relacionado

AdC recomenda 17 medidas para facilitar mudança de banco e estratégia para open banking

AdC recomenda 17 medidas para facilitar mudança de banco e estratégia para open banking

Maria Teixeira Alves20 Jul
A AdC propõe ao Governo que o serviço de mudança de conta passe a ser gerido centralizadamente por uma entidade independente. Ao Banco de Portugal, a autoridade recomenda ainda o reforço do Comparador de Comissões, o eventual alargamento da ferramenta a produtos de poupança, a criação de indicadores sobre o serviço de mudança de conta, a avaliação da portabilidade nacional da identificação bancária e novas obrigações de informação para crédito à habitação, contas pacote e ofertas combinadas.
“Abordagem excessivamente permissiva nas concentrações comporta risco de não criar verdadeiros campeões, mas tigres de papel”, diz Cunha Rodrigues

“Abordagem excessivamente permissiva nas concentrações comporta risco de não criar verdadeiros campeões, mas tigres de papel”, diz Cunha Rodrigues

Maria Teixeira Alves29 Jun
No domínio do controlo de concentrações, 2025 registou o nível de atividade mais elevado desde a criação da AdC: foram notificadas 99 operações e adotadas 100 decisões finais. Em 2026, foram adotadas até ao momento 40 decisões (37 na Fase I e 3 na Fase II), incluindo uma decisão de proibição e uma decisão em Fase II com compromissos, revelou Nuno Cunha Rodrigues, Presidente da AdC.