Companhias europeias e fundos interessados na privatização da SATA

"Estamos numa posição geográfica muito favorável, o que é atrativo. Estou muito otimista com a privatização", disse Teresa Gonçalves, em entrevista à agência Reuters.

Companhias europeias e fundos interessados na privatização da SATA
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A privatização de uma posição na SATA Internacional está a atrair o interesse de companhias aéreas europeias e de fundos de private equity, o que “melhora” as hipóteses de sucesso na venda, afirmou esta sexta-feira a nova CEO da transportadora açoriana, em entrevista à agência “Reuters”.

“Estamos numa posição geográfica muito favorável, o que é atrativo. Estou muito otimista com a privatização”, disse Teresa Gonçalves. Segundo a CEO, que assumiu o cargo no início de abril, a empresa está “no caminho de ser autossustentável no final de 2023 ou início de 2024”, em linha com o acordado com Bruxelas.

O Governo Regional dos Açores está a vender entre 51% e 85% do capital da SATA Internacional, que opera 19 rotas desde o arquipélago até à Madeira, Portugal continental, Europa, Estados Unidos, Canadá e Cabo Verde.

Há exatamente um ano, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo remédios como reorganização da estrutura e desinvestimento de uma participação de controlo (51%) na Azores Airlines. Entretanto, há três meses, foi conhecido o caderno de encargos da privatização.

Contudo, a companhia aérea revelou há cerca de duas semanas que o prazo para apresentação das ofertas vinculativas, inicialmente previsto para 20 de junho, foi adiado para o fim do próximo mês de julho por causa de uma elevada procura, de mais de 31 entidades.

Dessas três dezenas, cerca de dez estão frequentemente a rever os dados reservados que a empresa partilha com as partes interessadas, esclareceu Teresa Gonçalves à agência noticiosa, sem adiantar quem são as companhias ou fundos interessados.

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