Como se proteger de intermediários de crédito?

Nos últimos meses, a DECO tem acompanhado diversas situações de consumidores que acreditaram estar a entregar dinheiro a uma entidade que procederia ao pagamento das prestações ou à gestão das suas dívidas junto dos credores.

Como se proteger de intermediários de crédito?
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Intermediários de Crédito: Banco de Portugal reforça regras para proteger os consumidores – parte 2

Porque é este alerta tão importante?

Nos últimos meses, a DECO tem acompanhado diversas situações de consumidores que acreditaram estar a entregar dinheiro a uma entidade que procederia ao pagamento das prestações ou à gestão das suas dívidas junto dos credores.

Porém esses valores não chegam aos credores e as consequências podem ser particularmente gravosas:

  • acumulação de prestações em atraso;
  • cobrança de juros de mora e outras despesas associadas ao incumprimento;
  • registo de incumprimento junto das instituições financeiras;
  • agravamento do sobre-endividamento;
  • eventual recurso a processos judiciais ou executivos.

Em muitos destes casos, o consumidor acredita que está a cumprir as suas obrigações, quando, na realidade, os créditos permanecem em incumprimento.

Como se proteger?

Antes de recorrer aos serviços de um intermediário de crédito, o consumidor deve adotar alguns cuidados essenciais:

  • confirmar se a entidade está registada no Banco de Portugal como intermediário de crédito;
  • verificar a categoria em que exerce a sua atividade;
  • conhecer antecipadamente os custos do serviço e confirmar que estes constam do contrato, quando aplicável;
  • ler atentamente toda a documentação antes de a assinar;
  • nunca entregar dinheiro à entidade para que esta proceda ao pagamento das prestações ou de outros montantes devidos aos credores.

Em caso de dúvida, é importante solicitar todos os esclarecimentos por escrito e guardar toda a documentação relacionada com o processo.

A informação continua a ser a melhor proteção

As dificuldades financeiras tornam muitas famílias particularmente vulneráveis a promessas de soluções rápidas para resolver problemas de endividamento. Contudo, é precisamente nestes momentos que importa agir com maior prudência e procurar informação junto de entidades credíveis.

O esclarecimento agora divulgado pelo Banco de Portugal reforça uma mensagem essencial: os consumidores devem conhecer os seus direitos, verificar sempre se a entidade está autorizada a exercer a atividade de intermediação de crédito e nunca entregar dinheiro a um intermediário para pagamento das prestações dos seus empréstimos.

Sempre que existam dúvidas ou dificuldades na gestão dos seus créditos, os consumidores devem procurar aconselhamento junto de entidades independentes e especializadas em apoio ao consumidor antes de tomarem decisões que possam comprometer ainda mais a sua situação financeira.

A prevenção, a informação e o acompanhamento atempado continuam a ser as melhores ferramentas para evitar prejuízos e proteger o equilíbrio financeiro das famílias.

Informe-se connosco.

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