Ciência comportamental apoia decisões de investimento

Prefere 2000 euros hoje ou 2100 daqui a um mês? Vai pô-los de parte para uma eventualidade ou investi-los? Procura aplicações recomendadas por amigos ou aconselhamento especializado sobre decisões de investimento? Opta por um retorno modesto, mas certo, ou arrisca num incerto que possa compensar?

Ciência comportamental apoia decisões de investimento
Ciencia Comportal Apoia Decisoes De Investimento

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Será que vai responder o mesmo que eu? Provavelmente não, porque as nossas experiências de vida, emoções e convicções, entre muitas outras condicionantes psicológicas, sociais e culturais, criam enviesamentos na forma como pensamos e agimos que, embora inconscientes, afetam as nossas decisões de investimento.

Foi este reconhecimento que fundou a economia comportamental e, depois, as finanças comportamentais, e foi com a ideia de que devemos conhecer-nos melhor para evitar vieses que prejudiquem decisões de investimento que, na Schroders, criámos o InvestIQ, um teste baseado na ciência comportamental, que ajuda a traçar o perfil de cada investidor e lhe dá a perceber que tipo de condicionantes o estão a afetar.

Desde que foi disponibilizado online, mais de 45 mil pessoas completaram o teste e as suas respostas mostram que:

  1. Viés da ambiguidade: existe um enviesamento dominante, a favor dos investimentos que são percebidos como mais seguros e previsíveis. Em ciência comportamental, é a chamada “aversão à ambiguidade” e significa que muitos lidam mal com a incerteza, em particular na Alemanha, Canadá, Coreia, França, Itália, Reino Unido, Suécia e Singapura. Uma das consequências é a preferência por retornos mais conservadores em detrimento de soluções que, sem garantias, poderiam gerar maior rendimento.
  2. Viés da perda: a aversão à perda é o segundo enviesamento mais representativo e o que mais afeta as decisões de investimento em Portugal, Áustria, Espanha e Hong Kong. À medida que a idade avança aumenta esta aversão, pelo que a tentativa de evitar a perda a todo o custo pode custar soluções que, pela lógica, seriam favoráveis.
  3. Viés do otimismo: o excesso de otimismo é o terceiro viés e o mais notório entre indonésios. Pode levar a ignorar imprevistos e obstáculos.
  4. Viés da projeção: o quarto e mais vincado entre holandeses e norte-americanos é a projeção, ou seja, a tendência para acreditar que as suas visões, sentimentos e necessidades se vão manter inalterados ao longo do tempo (por estatisticamente improvável que isto seja), o que os leva a confirmar as suas convicções.

Embora nos vejamos como seres racionais, inconscientemente todos nós somos condicionados por estes ou outros enviesamentos, que tendem a prejudicar as nossas decisões de investimento.

Por exemplo, o viés do excesso de confiança afeta mais os homens que, assim, sobrestimam a sua capacidade de tomar decisões racionais, enquanto mais mulheres tendem a seguir a horda, sacrificando o que lhes parece ser mais favorável.

A ciência comportamental ajuda-nos a evitar os vieses que nos afetam individualmente. E com esta consciência teremos melhor capacidade para tomar as decisões de investimento e retorno que nos serão lógica e racionalmente mais favoráveis.

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Schroders.

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