Será que vai responder o mesmo que eu? Provavelmente não, porque as nossas experiências de vida, emoções e convicções, entre muitas outras condicionantes psicológicas, sociais e culturais, criam enviesamentos na forma como pensamos e agimos que, embora inconscientes, afetam as nossas decisões de investimento.
Foi este reconhecimento que fundou a economia comportamental e, depois, as finanças comportamentais, e foi com a ideia de que devemos conhecer-nos melhor para evitar vieses que prejudiquem decisões de investimento que, na Schroders, criámos o InvestIQ, um teste baseado na ciência comportamental, que ajuda a traçar o perfil de cada investidor e lhe dá a perceber que tipo de condicionantes o estão a afetar.
Desde que foi disponibilizado online, mais de 45 mil pessoas completaram o teste e as suas respostas mostram que:
- Viés da ambiguidade: existe um enviesamento dominante, a favor dos investimentos que são percebidos como mais seguros e previsíveis. Em ciência comportamental, é a chamada “aversão à ambiguidade” e significa que muitos lidam mal com a incerteza, em particular na Alemanha, Canadá, Coreia, França, Itália, Reino Unido, Suécia e Singapura. Uma das consequências é a preferência por retornos mais conservadores em detrimento de soluções que, sem garantias, poderiam gerar maior rendimento.
- Viés da perda: a aversão à perda é o segundo enviesamento mais representativo e o que mais afeta as decisões de investimento em Portugal, Áustria, Espanha e Hong Kong. À medida que a idade avança aumenta esta aversão, pelo que a tentativa de evitar a perda a todo o custo pode custar soluções que, pela lógica, seriam favoráveis.
- Viés do otimismo: o excesso de otimismo é o terceiro viés e o mais notório entre indonésios. Pode levar a ignorar imprevistos e obstáculos.
- Viés da projeção: o quarto e mais vincado entre holandeses e norte-americanos é a projeção, ou seja, a tendência para acreditar que as suas visões, sentimentos e necessidades se vão manter inalterados ao longo do tempo (por estatisticamente improvável que isto seja), o que os leva a confirmar as suas convicções.
Embora nos vejamos como seres racionais, inconscientemente todos nós somos condicionados por estes ou outros enviesamentos, que tendem a prejudicar as nossas decisões de investimento.
Por exemplo, o viés do excesso de confiança afeta mais os homens que, assim, sobrestimam a sua capacidade de tomar decisões racionais, enquanto mais mulheres tendem a seguir a horda, sacrificando o que lhes parece ser mais favorável.
A ciência comportamental ajuda-nos a evitar os vieses que nos afetam individualmente. E com esta consciência teremos melhor capacidade para tomar as decisões de investimento e retorno que nos serão lógica e racionalmente mais favoráveis.
Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Schroders.