Chega quer alteração do Sistema Remuneratório dos Militares das Forças Armadas

"As Forças Armadas portuguesas atravessam uma profunda crise que pode, no limite, colocar em causa a sua própria existência", considera o Chega.

Chega quer alteração do Sistema Remuneratório dos Militares das Forças Armadas
Hugo Delgado/Lusa

O Chega deu entrada de um projeto de resolução no sentido da revisão e alteração do Sistema Remuneratório dos Militares das Forças Armadas.

“As Forças Armadas portuguesas atravessam uma profunda crise que pode, no limite, colocar em causa a sua própria existência. Esta crise assenta em dois problemas principais, que são a falta de efetivos (captação e retenção), e a falta de investimento em equipamentos e infraestruturas”, aponta o Chega no projeto.

No que diz respeito à falta de efetivos, o partido liderado por Ventura diz que “a situação pode ser considerada como crítica, podendo já estar a colocar em causa, não só as missões atribuídas às Forças Armadas no âmbito nacional, como os compromissos assumidos com os nossos parceiros da NATO”.

O Chega refere que existem “diversos estudos do Ministério da Defesa Nacional (mais especificamente da DGRDN), e dos três ramos das Forças Armadas, mostram que existem causas transversais ao Exército, Força Aérea e Marinha, que estão a impedir não só um fluxo
adequado do recrutamento, como estão a potenciar as saídas precoces dos militares da instituição castrense”.

“Estas causas são, e por ordem de importância, os baixos salários, a falta de reconhecimento profissional, a reduzida valorização profissional, e a falta de expectativa de carreira”, frisa o partido.

Assim, o Chega pede que se “inicie com a máxima urgência um processo de revisão e alteração do Sistema Remuneratório dos Militares, convidando para contribuírem nesse processo as várias associações profissionais de militares.

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