CEO da OpenAI alerta para clima de constrangimento de colegas muçulmanos e árabes por receio de retaliações

"Os colegas muçulmanos e árabes (sobretudo palestinianos) da comunidade tecnológica com quem falei sentem-se pouco à vontade para falar das suas experiências recentes, muitas vezes por medo de retaliações e de verem as suas perspectivas de carreira prejudicadas", é possível ler numa publicação feita na conta de Sam Altman na rede social X.

CEO da OpenAI alerta para clima de constrangimento de colegas muçulmanos e árabes por receio de retaliações
Sam Altman OpenAI ChatGPT

O CEO da OpenAI, startup responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, revelou que sente que os membros das comunidades muçulmana e árabe da indústria tecnológica não se sentem à vontade para falar das suas experiências recentes por receio de retaliações, aludindo à guerra em curso na Faixa de Gaza.

“Os colegas muçulmanos e árabes (sobretudo palestinianos) da comunidade tecnológica com quem falei sentem-se pouco à vontade para falar das suas experiências recentes, muitas vezes por medo de retaliações e de verem as suas perspectivas de carreira prejudicadas”, é possível ler numa publicação feita ontem, quinta-feira, na conta de Sam Altman na rede social X.

Na mesma publicação, Altman, que foi readmitido recentemente na tecnológica sediada na Califórnia, apelou à empatia na forma como a indústria tecnológica trata os membros dessas comunidades.

Questionado sobre a situação pela qual os colegas da comunidade judaica têm passado, Altman alertou igualmente para o crescimento do antissemitismo.

“Sou judeu. Acredito que o antissemitismo é um problema significativo e crescente no mundo e vejo muitas pessoas na nossa indústria a defenderem-me, o que aprecio profundamente. Vejo muito menos disso para os muçulmanos”, respondeu.

 

Em meados de dezembro, a Comissão Europeia alertou para uma escalada de ataques antissemitas e islamofóbicos “chocante” desde outubro no espaço europeu, insistindo na importância de uma narrativa de coexistência religiosa.

No último Conselho Europeu de 2023, os 27 Estados-membros reiteraram a condenação de todas as manifestações de “antissemitismo e ódio, intolerância, racismo e xenofobia, incluindo o ódio contra muçulmanos”.

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