O deputado da CDU, Ricardo Lume, criticou a precariedade laboral, os baixos salários, e a degradação das condições de trabalho no sector da hotelaria da Região Autónoma da Madeira.
“Ao longo dos últimos meses são várias as notícias que apontam para o crescimento da atividade turística na Região, o próprio Secretário Regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, afirma que este é o melhor ano de sempre em ocupação na hotelaria e em proveitos para este sector. Porém acentua-se a instabilidade para quem trabalha, fruto do aumento da precariedade laboral, dos baixos salários, dos ritmos de trabalho acelerados, horários desregulados e repartidos que muitas vezes são incompatíveis com a vida familiar e social”, disse Ricardo Lume.
O deputado da CDU acrescentou que “o agravamento da exploração e da precariedade fazem com que, em muitos lugares, esteja a crescer a mão de obra escrava”.
Ricardo Lume sublinhou que neste momento “a mão de obra escrava na hotelaria da Madeira e do Porto Santo faz com que graves problemas laborais constituam um grande problema de direitos humanos. Há trabalhadores em unidades hoteleiras, nalguns casos emigrantes, alojados em condições infra-humanas, a quem é descontado do ordenado a dormida e a refeição”.
O deputado da CDU reforçou que perante estes problemas da precariedade e de exploração, “os governantes optam por uma inaceitável conivência com quem explora e beneficia, em muito, com estas formas de mão de obra escrava”.
Para Ricardo Lume os trabalhadores do sector do turismo e similares são os “principais responsáveis” pelo desenvolvimento do sector na Região e os “principais embaixadores” da Madeira junto de quem nos visita.
“Por isso a dignificação do trabalho, o aumento justo dos salários, e a estabilidade laboral combatendo a precariedade e os horários desregulados, são matérias decisivas para mantermos a nossa Região como um dos melhores destinos do mundo para visitar e passar férias, mas também garantir melhores condições de vida a quem trabalha na nossa terra”, disse o deputado da CDU.