O Ministério da Defesa preparava-se para convidar três juristas a apresentarem propostas para assessorar a negociação do contrato de manutenção dos helicópteros EH-101 e a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional já tinha a despesa orçamentada em nome de Marco Capitão Ferreira, um dos três juristas a quem o Ministério enviou convite.
A notícia é avançada esta quinta-feira pelo “Correio da Manhã”, indicando que o DGRDN fez um contrato de assessoria à medida do agora ex-secretário de Estado. A despesa foi orçamentada em 61.500 euros por Alberto Coelho, então responsável da entidade, tendo feito a respetiva retenção na fonte em sede de IRS.
O documento com o orçamento foi efetuado a 1 de março, já com o nome da Capitão Ferreira, sendo que o convite apenas foi endereçado no dia 7 do mesmo mês. A resposta de Marco Capitão Ferreira surgiu no dia seguinte, com um preço de 50 mil euros sem IVA, o valor estabelecido no convite. A 14 de março, a DGRDN adjudicou o contrato ao Capitão Ferreira.