Capitão Ferreira teve contrato feito à medida pela Defesa

A entidade debaixo da alçada do Ministério da Defesa orçamentou primeiro a despesa em nome de Marco Capitão Ferreira e só depois enviou o convite a três juristas.

Capitão Ferreira teve contrato feito à medida pela Defesa
O anterior ministro da Defesa Nacional e atual ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, conversa com o atual secretário de Estado da Defesa Nacional, Marco Capitão Ferreira, durante a audição na Comissão Defesa Nacional no âmbito do alegado esquema de corrupção que envolveu, entre outras, as obras de reabilitação do Hospital Militar de Belém, na Assembleia da República, em Lisboa, 08 de fevereiro de 2023. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Ministério da Defesa preparava-se para convidar três juristas a apresentarem propostas para assessorar a negociação do contrato de manutenção dos helicópteros EH-101 e a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional já tinha a despesa orçamentada em nome de Marco Capitão Ferreira, um dos três juristas a quem o Ministério enviou convite.

A notícia é avançada esta quinta-feira pelo “Correio da Manhã”, indicando que o DGRDN fez um contrato de assessoria à medida do agora ex-secretário de Estado. A despesa foi orçamentada em 61.500 euros por Alberto Coelho, então responsável da entidade, tendo feito a respetiva retenção na fonte em sede de IRS.

O documento com o orçamento foi efetuado a 1 de março, já com o nome da Capitão Ferreira, sendo que o convite apenas foi endereçado no dia 7 do mesmo mês. A resposta de Marco Capitão Ferreira surgiu no dia seguinte, com um preço de 50 mil euros sem IVA, o valor estabelecido no convite. A 14 de março, a DGRDN adjudicou o contrato ao Capitão Ferreira.

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