Em reunião privada do executivo municipal, a proposta apresentada pela vereadora da Educação, Sofia Athayde (CDS-PP), foi viabilizada com os votos contra do PCP, a abstenção do BE e os votos a favor dos restantes, nomedamente PSD/CDS-PP, PS, Livre e Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre).
Em comunicado, a vereadora Sofia Athayde assegurou que “a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está e vai estar sempre presente no apoio às famílias de Lisboa”.
“Estamos muito atentos aos impactos do aumento do custo de vida na alimentação das nossas crianças. Por isso, estamos a garantir na CML um conjunto de apoios sociais, entre eles este reforço de verbas para as refeições escolares, que vai servir precisamente para garantir a alimentação das nossas crianças, acompanhando as necessidades das famílias e encarregados de educação num momento de grandes dificuldades económicas resultantes do aumento da inflação e das taxas de juro”, declarou a autarca do CDS-PP.
De acordo com a CML, neste ano letivo 2022/2023 verificou-se um acréscimo na procura de refeições nos jardins de infância e nas escolas da rede pública do município de cerca de 20%, face ao que estava inicialmente estimado.
“Entre as causas deste aumento estão a deterioração das condições económicas (aumento da taxa de inflação e das taxas de juro) e o fim do contexto pandémico”, apontou o município.
Ao longo deste ano letivo, registou-se um acréscimo médio diário estimado de 3.643 refeições no 1º ciclo e jardins de infância e de 1.861 refeições no 2º e 3º ciclos de ensino e no secundário, para “um total global estimado de 29.090 refeições diárias, onde se incluem pequenos-almoços e lanches”.
Além do aumento no número de refeições escolares servidas, acresce a atualização dos preços resultante da aplicação da taxa de inflação de 8,64%, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em abril, informou a câmara.