O Banco BPI estreou em Lisboa um novo conceito de balcão que o CaixaBank já tem em Espanha, em cinco localidades, e que batizou de “All-In-One”, para descrever que é um balcão para todos os segmentos de clientes, desde banca comercial, a banca de empresas, ao private banking, entre outros. Tudo em todo lado e ao mesmo tempo no novo balcão do BPI.
O BPI All-In-One tem uma equipa de 100 pessoas para servir 15 mil clientes. O banco concentrou os balcões das redondezas, ao todo seis, neste mega-espaço que estará operacional para os clientes a partir de segunda-feira e dispõe de um serviço alargado das 8h30 até às 17h30, além das zonas automáticas.
Todo o Edifício Monumental, antigamente um centro comercial, que é detido pela Merlin Properties, está alugado ao banco liderado por João Pedro Oliveira e Costa. É aí que encontramos um balcão que é muito mais do que isso é um novo conceito de espaço comercial financeiro com 2.300 metros quadrados distribuído por dois andares, onde a tecnologia é ostentada até à exaustão. Desde logo porque há um robô-concierge, digno de um filme de ficção científica, que recebe os clientes e os leva a conhecer o espaço. Montras LED e ecrãs multimédia envolventes fazem do espaço um “oásis urbano”.
Este é segundo maior espaço do grupo CaixaBank na Península Ibérica, revelou o administrador executivo do BPI, Francisco Barbeiro.
Na verdade o All-In-One é uma demonstração do que é a tecnologia ao serviço da banca. A banca do futuro.
O balcão dispõe de uma zona dedicada ao metaverso, a tal experiência imersiva de apresentação de serviços bancários e contacto com o clientes no mundo virtual. Um balcão em Realidade Virtual. Mas a realidade virtual não está só na zona metaverso. O banco expõe uma série de produtos de luxo que pode adquirir com crédito do BPI e que através da realidade virtual pode visualizar o produto do catálogo como se ele estivesse no balcão. Isto é válido para por exemplo máquinas de lavar.
Mas também há produtos físicos em exposição no balcão do BPI, como uma televisão enquadrada num recanto que está decorado como se fosse uma sala de casa, joias, relógios, vinhos de topo de gama, e até um carro Tesla.
Há uma enorme preocupação com o design associado à tecnologia. Na zona automática estão instalados ecrãs envolventes que ocupam uma área de 105 metros quadrados.
O BPI All in One Lisboa tem também um espaço Ágora, uma sala em 360 graus onde há uma projeção da vista do último piso do Monumental sobre a cidade às várias horas do dia, desde madrugada até ao anoitecer. Esta sala terá uma programação mensal de iniciativas sobe temas de atualidade. Nomeadamente, sustentabilidade, inovação e cultura.
Ao todo o espaço tem 13 salas para reuniões privadas e a tecnologia é omnipresente. “O objetivo é transformar totalmente a experiência dos clientes bancários”, diz o administrador do BPI, Francisco Barbeira.
Está prevista uma inauguração formal em julho, revelou o banco na visita ao balcão.
Quanto é que tudo isto custou? O administrador do BPI não revela o investimento, mas antevê-se que tenha sido avultado. O BPI também está a estudar abrir um All-In-One no Porto.
Francisco Barbeira revelou também que o BPI em Lisboa, no que se refere à administração e serviços centrais, estão desde o início do ano totalmente em dois edifícios, este do Monumental, na Praça do Duque de Saldanha, e o outro (que fica perto) da Avenida Casal Ribeiro. Saíram de seis edifícios.
“Este é um espaço experiencial de serviços financeiros, que é único em Portugal”, refere o administrador do banco que fala da “combinação de design, tecnologia e serviço especializado e de proximidade”. O BPI diz que banco está hoje estruturado em torno de “experiências”. No caso dos clientes particulares, a oferta está segmentada em “cinco experiências”, são elas “o dia-a-dia; a minha casa; pensar o futuro; dormir tranquilo; e disfrutar a vida”. A isto o banco chama “pôr o cliente centro”.
O que o balcão do Monumental não tem é um espaço lounge com cafetaria, como tem, por exemplo, o Santander no balcão das Amoreiras. Mas isso é uma opção deliberada, segundo explicaram os gestores do BPI.