O Banco BPI passou a utilizar a plataforma de inteligência artificial Harvey em todo o seu departamento jurídico, depois de um projeto-piloto que, segundo a instituição, permitiu ganhos de produtividade nas principais áreas de trabalho da equipa.
Em comunicado, o banco refere que a adoção da plataforma permitirá aos advogados reduzir o tempo dedicado a tarefas de natureza processual, libertando recursos para atividades de maior valor acrescentado e para a prestação de serviços jurídicos de forma “mais eficiente e consistente”.
O departamento jurídico do Banco BPI presta apoio às operações do banco em áreas como direito bancário, regulamentação, gestão de ativos, proteção de dados, inovação, fiscalidade, contencioso e recuperação de crédito, num contexto que exige acompanhamento permanente da legislação portuguesa e europeia.
De acordo com o banco, a plataforma Harvey disponibiliza agentes de inteligência artificial e ferramentas específicas para o setor jurídico, com acesso a fontes de conhecimento em português adaptadas ao enquadramento legal e regulatório nacional.
Citado no comunicado, o diretor jurídico do Banco BPI, Luís Graça Moura, afirma que os “ganhos práticos já são visíveis” desde a implementação da solução, acrescentando que a utilização da plataforma não compromete “o rigor e a qualidade” da função jurídica e deverá contribuir para a criação de valor para o banco e para os seus clientes.
Também citado na nota, o gestor de contas empresariais da Harvey, João Fonseca, considera que a decisão do Banco BPI estabelece “um padrão para o mercado português” na adoção de inteligência artificial aplicada aos serviços jurídicos.
Segundo o comunicado, o Banco BPI integra o Grupo CaixaBank, emprega mais de 4.500 colaboradores e regista um volume de negócios de 77,4 mil milhões de euros.