As bolsas europeias fecharam a sessão de terça-feira sem sentimento vincado, ainda que maioritariamente no ‘verde’. Os dados macro divulgados nos EUA pressionaram e, por cá, o BCP e o grupo EDP registaram as perdas mais significativas.
O índice PSI contraiu 0,25% até aos 7.710 pontos, castigado pela desvalorização de 1,14% nas ações do BCP, que se ficaram pelos 0,73 euros. Ao mesmo tempo, a EDP Renováveis perdeu 1,16% até aos 10,19 euros, ao passo que a parceira EDP derrapou 0,61% para 3,73 euros.
As cotadas seguiram o rumo dos respetivos setores (banca e utilities), que registaram descidas à escala europeia.
Em sentido oposto, a Ibersol subiu 2,31% até aos 9,74 euros, enquanto a Mota-Engil ganhou 2,22% e alcançou 4,798 euros.
No exterior, houve leves ganhos, apesar de pressionados pelos dados macro revelados sobre o setor dos serviços norte-americano, que abrandou em julho, ao contrário do que apontavam as expetativas dos mercados. Os números surgem num contexto marcado pelo abrandamento da procura e aumentos no que diz respeito aos custos com as operações das empresas.
Entre os índices de referência, registaram-se acréscimos de 0,33% na Alemanha, 0,15% no Reino Unido e em Espanha e 0,05% em Itália, ao passo que França recuou 0,14%.
Novo dia traz resultados e vendas a retalho na Europa
Esta quarta-feira, vão ser conhecidos resultados do segundo trimestre de empresas como a Gedeon Richter, Magyar Telekom, McDonald’s, Walt Disney, Novo Nordisk ou Uber Tech, entre outras gigantes empresariais. Em termos macro, sobressaem os dados referentes às vendas a retalho na zona euro e na UE, que vão ser divulgados pelo Eurostat.