Bolsa fecha no ‘vermelho’ entre as perdas da Jerónimo Martins e os ganhos da EDP

O índice PSI encerrou com leves perdas, num dia marcado pelos ganhos no sector da energia, contrariados pelas quedas da dona do Pingo Doce, entre outras.

Bolsa fecha no ‘vermelho’ entre as perdas da Jerónimo Martins e os ganhos da EDP
Daniel Munoz/Reuters

A bolsa de Lisboa acompanhou o dia negativo que se viveu nas principais bolsas europeias, com o índice PSI a recuar 0,19%, para os 6.342 pontos.

No ‘verde’, as ações da EDP subiram 0,93% até aos 3,25 euros, ao passo que a Galp se adiantou 0,72% e alcançou os 16,84 euros.

Em sentido contrário, a Jerónimo Martins caiu 0,91% e ficou-se pelos 18,50 euros, ao passo que a Navigator recuou 0,81%, para os 3,412 euros, enquanto a Corticeira Amorim derrapou 0,60%, até aos 8,29 euros.

Entre os mais importantes índices europeus, França perdeu 1,14% e o Reino Unido tombou 0,90%. Seguiram-se contrações de 0,68% no índice agregado Euro Stoxx 50, assim como 0,40% em Espanha e 0,09% em Itália. A Alemanha contrariou, ao subir 0,06%.

Os futuros de Brent estão a subir 0,71%, para 72,65 dólares por barril, ao passo que os de crude avançaram 0,86%, até aos 68,96 dólares.

“Foi uma sessão negativa para as bolsas europeias, com o índice francês CAC a ser o mais penalizado, arrastado pelo fraco ambiente nas empresas de bens de luxo, incluindo LVMH, Kering e Hermes”, pode ler-se na análise do departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.

“O PSI acompanhou o exterior, com a maioria das suas cotadas em queda, ainda que as valorizações de EDP, Galp e REN tenham atenuado a descida. Pela positiva de salientar o setor auto, onde a Volkswagen se mostrou animada após a revelação de que as negociações com os sindicatos na Alemanha prosseguem para a semana”, assinala-se.

“É natural que os investidores tenham preferido aguardar pelos próximos dias, justificando um volume de transações mais fraco que o habitual. Isto porque amanhã chegam importantes dados de inflação nos EUA, que impactam nas decisões de política monetária da Fed e no dia seguinte o BCE deve anunciar novo corte de taxas de juro, havendo expectativas sobre o tamanho da descida”, acrescentam ainda os analistas.

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