A deputada bloquista lembra que “há fundos comunitários e públicos que foram criados para recuperar as áreas devastadas pelos incêndios”, de forma a garantir uma gestão florestal que impeça que estes episódios tornem a repetir-se. De acordo com Mariana Mortágua, “muito pouco mudou nos últimos seis anos a esse nível para proteger o país das alterações climáticas”.
À margem da Marcha LGBTQIA+ que decorre em Lisboa, para assinalar a data contra a discriminação e o combate ao preconceito, Mariana Mortágua sublinha que “este é um momento para lamentar, para recordar e para reinvindar aquilo que ainda tem que ser feito”. Diz que é necessária uma gestão do território, acrescentando que “Portugal tem fundos para o fazer e se o trabalho não foi feito há uma responsabilidade do Governo que não fez”, referindo-se aos fundos Revita, criados para reabilitar as áreas afetadas pelos incêndios, que foram nacionalizados.
Declarações feitas à imprensa no dia em que se completam seis anos desde os incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande, e que alastraram a concelhos vizinhos, provocando a morte de 66 pessoas, além de ferimentos noutras 253. Os fogos destruíram também cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.
Também António Costa já se tinha pronunciado hoje sobre a data. Num conjunto de mensagens publicadas na rede social Twitter, o Primeiro Ministro escreveu que “não há ano que passe que nos faça esquecer a tragédia dos incêndios de 2017. Curvemo-nos perante a memória das vítimas e expressemos sempre respeito pela dor das famílias”.
De salientar que na quinta-feira passada, a Infraestruturas de Portugal anunciou a abertura ao público do Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017. Está localizado junto à Estrada Nacional 236-1, na zona de Pobrais, Pedrógão Grande (Leiria), e é constituído por um lago e um muro que tem inscrito o nome das 115 vítimas dos incêndios florestais de junho e outubro de 2017.