Apple chega a acordo com regulador antitrust da União Europeia

A investigação durava há quatro anos e dizia respeito à tecnologia de pagamento da fabricante de iPhones, tap-and-go. Com o acordo, os rivais da empresa vão poder aceder a esta tecnologia e os consumidores vão passar a ter uma gama de carteiras digitais mais ampla.

Apple chega a acordo com regulador antitrust da União Europeia
16 - Apple

A Apple chegou a acordo com o regulador antitrust da União Europeia (UE) para permitir o acesso dos seus rivais à sua tecnologia de pagamentos tap-and-go. Segundo a “Reuters”, este acordo termina com uma investigação que já dura há quatro anos.

Margrethe Vestager, chefe da UE para o regulador antitrust, afirmou que “a Comissão decidiu aceitar os compromissos oferecidos pela Apple, sendo que estes vão ao encontro das nossas preocupações preliminares de que a Apple possa ter restringido ilegalmente a concorrência, no que toca a carteiras móveis em iPhones”.

Perante esta decisão, “a partir deste momento, os concorrentes podem competir com a Apple Pay para realizar pagamentos móveis com o iPhone e os consumidores vão passar a ter uma gama mais ampla de carteiras móveis seguras e inovadoras para escolher”, refere Margrethe Vestager.

A tecnologia tap-and-go da Apple permite realizar pagamentos de contacto com carteiras móveis, sendo que agora vai permitir que os programadores acessem a esta tecnologia para criar aplicações de pagamentos para telemóveis.

A Comissão Europeia lançou a investigação em 2020, sendo que que a Apple corria o sério risco de enfrentar uma multa pesada. Ainda assim, e apesar deste caso estar resolvido, a gigante tecnológica ainda é alvo de mais três investigações por causa de práticas que podem violar a lei dos Mercados Digitais.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.