“Ao fim de 15 anos, é normal que a Fundação procure ser mais interventiva”

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) divulgou ontem o seu primeiro policy paper com recomendações para resolver a crise da habitação em Portugal. Em entrevista, o presidente da FFMS, Gonçalo Saraiva Matias, explica o racional desta mudança de posicionamento no sentido de uma fundação mais interventiva no espaço público.

“Ao fim de 15 anos, é normal que a Fundação procure ser mais interventiva”
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A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) não vai limitar-se a produzir estudos. A partir de agora vai também emitir recomendações sobre temas relevantes da atualidade, “sempre com base em dados fiáveis e comprováveis”, garante o seu presidente, Gonçalo Saraiva Matias, nesta entrevista a que pode assistir na JE TV, esta sexta-feira, a partir das 11h00, em www.jornaleconomico.pt. O primeiro policy paper com recomendações foi di

Ontem, quinta-feira, apresentaram um estudo sobre o mercado da habitação, que ao contrário de outros documentos do passado termina com recomendações. É um policy paper que aponta medidas para resolver o problema da falta de habitação. Quais foram, em termos gerais, as grandes conclusões deste vosso trabalho?
De facto a fundação lançou esta nova série de policy papers, com um estudo sobre a habitação, que é um tema que preocupa muitos portugueses.

E é um tema quente,politicamente falando…
É um tema de quente, que preocupa muito os portugueses. E foi intenção da fundação, nesta nova fase que está a lançar e que procura ser mais prescritiva. Os estudos da Fundação tinham um grande aspeto de diagnóstico e de análise da situação – e agora decidimos avançar e os policy papers são um instrumento disso mesmo, à semelhança, aliás, do que fazem outras fundações e think thanks no estrangeiro, de lançar este modelo que é de recomendação. É um modelo mais curto, continua a ter uma parte muito assente em ciência e em análise de dados, e depois a partir desses dados formula um conjunto de recomendações.

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