André Ventura sobre buscas no PSD: “Os políticos não devem querer para si uma bolha de impunidade”

Os políticos não devem querer para si uma bolha de impunidade que passe a ideia aos cidadãos de que querem estar acima da lei", acusou André Ventura a propósito da carta remetida pelo PSD à Procuradora Geral da República sobre as buscas ao PSD.

André Ventura sobre buscas no PSD: “Os políticos não devem querer para si uma bolha de impunidade”
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André Ventura, líder do Chega, lançou críticas ao PSD pelo facto do partido ter colocado em causa o Ministério Público relativamente àquilo que os social-democratas apelidaram de desproporcionalidade no caso das buscas à sede do PSD e à casa de Rui Rio.

Em conferência de imprensa, o presidente do partido sublinhou aquilo que considera ser uma contradição por parte de socialistas e social-democratas em relação à atuação das autoridades: “Todos dizem que querem mais investigações, mais eficácia da justiça mas quando toca ao centro dos interesses políticos ao PSD ou PS, levanta-se logo um clamor público e à ameaça de que se vai rever a lei e condicionar a atividade judicial”.

Nesse sentido, André Ventura considera que as críticas do PSD ao Ministério Público, assentes na carta remetida para a Procuradoria-Geral da República esta sexta-feira são uma forma de desconsiderar a Justiça: “Dizer que o Ministério Público está a atuar com o único objetivo de prejudicar a imagem de um antigo líder ou de fazer uma perseguição política é desconsiderar a nossa justiça”.

“Estamos a assistir a um conluio entre PSD e PS para condicionar a justiça, com desejos na mudança da lei e envio de cartas à Procuradora Geral da República. Os políticos não devem querer para si uma bolha de impunidade que passe a ideia aos cidadãos de que querem estar acima da lei”, acusou André Ventura.

Sobre a lei do financiamento dos partidos, o líder do Chega também aproveitou para criticar as declarações do Presidente da República que disse haver uma “zona cinzenta” nesta matéria: “Os partidos não devem mexer na lei para fugir à lei. A lei é clara e não há qualquer zona cinzenta. O que é importante clarificar é o reforço da separação entre o trabalho para o partido e para o Parlamento”.

O presidente do PSD disse este sábado ter “convicção plena e profunda” de que os seus antecessores cumpriram as normas do funcionamento partidário e considerou que houve “uma desproporção” nas buscas de que o partido foi alvo esta semana.

“Como presidente do PSD tenho a convicção plena e profunda de que o meu partido, os meus antecessores, cumpriram tudo aquilo que são as normas de funcionamento partidário incluindo as que se relacionam com o grupo parlamentar”, afirmou Luis Montenegro, no Porto, no final de uma reunião do Conselho Estratégico Nacional (CEN).

Sobre as buscas a instalações e casas de funcionários do partindo e ainda na casa do ex-presidente do PSD Rui Rio, o atual líder social-democrata considerou que é o “normal e natural” numa investigação mas que não houve proporcionalidade na ação das forças de investigação.

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