Americanos procuram cada vez mais voos para a Europa

As pesquisas sobre voos transatlânticos aumentou 9% em 2022 face a 2019. São cada vez mais os americanos que procuram a Europa como destino.

Americanos procuram cada vez mais voos para a Europa
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A agência de viagens Hopper, divulgou dados relativamente ao mês de março, que mostram que 37% das pesquisas dos clientes dos Estados Unidos para viagens internacionais durante esta primavera são de voos para a Europa, o que representa um aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2019, avança a “Reuters”.

Também o site de viagens Kayak afirmou que a procura por viagens para a Europa neste verão aumentaram 77% em relação ao ano passado.

Hayley Berg, economista chefe da Hopper, afirmou que desde o final de maio até ao outono a Europa tornou-se o principal destino de viagens dos americanos.

Este aumento da procura dos americanos por voos para a Europa acontece numa altura em que as tarifas aéreas aumentaram, as perspetivas económicas não são as melhores e existem riscos de impasse em alguns dos aeroportos da Europa.

Os executivos do sector afirmaram que a suspensão das restrições de viagens relacionadas à pandemia na Europa, o que está a incentivar mais pessoas a viajar, pois não temem ficar presas no pais. Os acordos de trabalho flexíveis também estão a ajudar os americanos a viajarem mais.

O boom das viagens promete margens de lucro recorde para algumas das companhias aéreas dos Estados Unidos, que estão a aumentar a sua capacidade transatlântica.

A tarifa média de um voo de ida e volta para a Europa aumentou 31% em relação ao ano passado, segundo dados da Hopper.

As viagens transatlânticas são o mercado de longa distância mais lucrativo do sector, representando entre 11% e 20% da receita de passageiros no ano passado das três grandes companhias aéreas dos Estados Unidos, American Airlines, Delta Air Lines e United Companhias Aéreas.

A verdade é que os americanos estão a procurar cada vez mais viagens para a Europa, como é o caso da meteorologista nova-iorquina,  Elizabeth Palumbi, que pretende trabalhar remotamente e viajar para Portugal, sul de França e Montenegro. Revelando ainda que tem sido “impossível abrir uma rede social nos últimos anos e não ver alguns amigos a postar imagens da Europa”.

 

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