O advogado de Rui Pinto, Francisco Teixeira da Mota, mostrou-se satisfeito com a decisão do tribunal de condenação a quatro anos de prisão com pena suspensa, salientando que a “colaboração com as autoridades foi tida em conta nesta decisão”.
“Portanto, não se podia contar nunca com uma absolvição, uma vez que quem reconhece que cometeu um crime, não pode estar à espera de ser absolvido”, explicou.
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“Desde o princípio que nós sabemos que a situação de Rui Pinto é uma situação ortodoxa, porque ele próprio reconhece que cometeu crimes, não é uma situação de preto e branco, nós sabemos disso. O que me parece é que o tribunal soube olhar para isso e perceber. O tribunal procurou ter isso tudo em conta”, afirmou esta tarde à margem da audiência.
O ‘pirata informático’ teve direito a amnistia de 68 de 90 dos seus crimes. “Entendo que o cumprimento do tempo de pena de prisão é muitas vezes excessivo, e a amnistia é utilizada. Nós precisamos cá em Portugal de fazer grandes coisas para fazer uma amnistia; nos Estados Unidos da América a amnistia é feita nos Estados meramente para desimpedir as prisões”, revelou Francisco Teixeira da Mota.
Apesar de estar satisfeito com a condenação, o advogado de Rui Pinto entende que “o problema que Rui Pinto tem neste momento” prende-se com o facto de ter “outro processo”, que o “Ministério Público decidiu que é um processo ligado diretamente a este, com casos da mesma época, e que foi separado artificialmente”.
“E agora começou um novo processo com 300 e tal crimes da mesma altura que vai decorrer durante mais não sei quantos anos, e a senhora procuradora já avisou que vai fazer um terceiro processo porque ainda não teve possibilidade de acabar com este. Isto é preocupante, porque há uma lógica dos argumentos de defesa dos interesses da acusação que leva a que o arguido pelos mesmos factos tenha três julgamentos separados”.