Abate dos sobreiros em Sines vai “ser díficil de compensar”, afirma APCOR

A Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) alerta que o abate de mais de 1.800 sobreiros para a construção do Parque Eólico de Morgavel, que a EDP Renováveis quer construir em Sines, vai provocar "danos de curto prazo" que "serão difíceis de compensar".

Abate dos sobreiros em Sines vai “ser díficil de compensar”, afirma APCOR
Jose Manuel Ribeiro/Reuters

O Governo já autorizou a construção do Parque Eólico de Morgavel, que a EDP Renováveis quer construir em Sines. No entanto a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) alerta que o abate de mais de 1.800 sobreiros para a construção deste parque vai provocar “danos de curto prazo” que “serão difíceis de compensar”, segundo avança o site ‘Sapo’.

https://jornaleconomico.pt/noticias/governo-autoriza-abate-de-mais-de-1-800-sobreiros-para-construcao-de-parque-eolico-da-edp-renovaveis/

De acordo com a APCOR o abate destas árvores “causa grande apreensão entre os agentes da fileira, devido ao impacto direto e indireto que terá sobre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, mas, sobretudo, porque os danos de curto prazo serão difíceis de compensar visto serem árvores adultas”.

A APCOR pede que o Governo reflita sobre esta decisão, e que sejam avaliados os “possíveis equilíbrios ou alternativas” para a construção do parque eólico e a preservação dos sobreiros. João Rui Ferreira, secretário-geral da APCOR, salienta “a existência de um objetivo nacional assumido de preservação do sobreiro como árvore símbolo nacional”.

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