Os transportes coletivos urbanos registaram um aumento homólogo de 23% entre janeiro e outubro quanto ao número de passageiros que utilizaram os serviços do Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto e Transtejo/Soflusa, espelhando uma tendência de recuperação , de acordo com o Ministério do Ambiente.
Por operadoras, no caso da Metro do Porto, o número de passageiros transportados nos dez primeiros meses do ano é 11% superior ao observado em 2019, enquanto na Transtejo/Soflusa a procura foi 2% superior à registada nos mesmos meses de 2019.
Contudo, acrescenta a pasta do Ambiente, “a procura no Metropolitano de Lisboa ainda está 7% abaixo da verificada em 2019, quando a operação das empresas ainda não fora afetada pela pandemia de Covid-19”, apesar dos números positivos dados a conhecer na sexta-feira.
Segundo a tutela liderada por Duarte Cordeiro, entre 2019 e 2022, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática mobilizou mais de 905 milhões de euros para os transportes públicos no âmbito do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), do Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP), bem como de dotações extra para manter a oferta de transportes durante a pandemia.
Recorda o Ministério que, na “Lei do Orçamento do Estado de 2023 ficaram inscritos 138,6 milhões de euros para o PART”.
“A estas verbas acrescem mais 50 milhões de euros, para assegurar a manutenção dos preços vigentes em 2022 dos passes de transportes públicos, e mais 60 milhões de euros, no caso de ser necessário assegurar os níveis de oferta nos sistemas de transportes públicos abrangidos pelo PART, ainda afetados pelos efeitos da perda de procura decorrente da pandemia. O PROTransP mantém a verba de 20 milhões de euros, reforçada em 2022″, acrescenta a mesma nota.
Para o Orçamento do Estado 2024,” está prevista a criação do programa “Incentiva +TP”, que substitui o PART e o Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP), o qual será financiado, por consignação de parte das receitas das taxas de carbono, no valor de 360 milhões de euros”.