25 de abril: IL diz que discursos de Marcelo e de Santos Silva tentaram apaziguar crescente insatisfação social

A Iniciativa Liberal salientou as falhas existentes em áreas como os "acessos aos serviços públicos, na educação, saúde, justiça, forças armadas, polícias, sublinhando que foram temas que "passaram muito ao de leve" nas intervenções do Presidente da República e do presidente da Assembleia Legislativa da República na sessão comemorativa do 25 de abril.

25 de abril: IL diz que discursos de Marcelo e de Santos Silva tentaram apaziguar crescente insatisfação social
Rodrigo Saraiva

O líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, criticou os discursos do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente da Assembleia da República, Augusto Santo Silva, na sessão comemorativa do 25 de abril, afirmando que foram intervenções que tentaram “apaziguar e relativizar” uma crescente insatisfação social na sociedade portuguesa.

“Há falhas nos acessos aos serviços públicos, na educação, saúde, justiça, forças armadas, polícias, em várias áreas. Foram temas que passaram muito ao de leve nessas intervenções [Presidente da República e presidente da Assembleia Legislativa da República]”, disse Rodrigo Saraiva, em reação às comemorações do 25 de abril que se realizaram na Assembleia Legislativa da República.

Sobre o protesto silencioso do Chega, que decorreu durante a sessão de boas-vindas ao presidente do Brasil, Lula da Silva, que decorreram na Assembleia da República, Rodrigo Saraiva, não teceu comentários, ao referir que a Iniciativa Liberal pretende falar “sobre o 25 de abril e dos problemas concretos dos portugueses, da liberdade, de uma liberdade de futuro, da alternativa que é preciso construir para o país, para termos um país mais próspero, em vez de estar a falar sobre episódios de dois partidos que têm co-alimentado, para seu benefício próprio, sem estar a pensar naquilo que são os problemas dos portugueses, que é o PS e o Chega”.

Durante a intervenção de Lula da Silva os deputados do Chega levantaram cartazes que diziam “chega de corrupção” e “lugar de ladrão é na prisão”.

Esta postura do Chega teve condenação veemente do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que afirmou “chega de insultos, de degradar as instituições”.

Relacionado

IL pede audição ao Ministro do Estado e das Finanças no âmbito da renacionalização parcial da REN

IL pede audição ao Ministro do Estado e das Finanças no âmbito da renacionalização parcial da REN

Bianca Marques18 Ago
Para a IL "o efeito mais problemático desta decisão é o anúncio de que esta decisão resulta de uma estratégia do Governo para reduzir o preço da energia, algo não justificado pela mera entrada do Estado no capital social da empresa de infraestrutura elétrica, e que pode resultar no sacrifício de dinheiro dos contribuintes de forma irrefletida".