Renault aumenta faturação em 2022, mas fecha exercício com perdas de 338 milhões devido à Rússia

A fabricante francesa anunciou, esta quinta-feira, um volume de negócios de 46.371 milhões de euros, mais 11% do que em 2021, apesar de ter vendido menos veículos. O aumento dos preços e um posicionamento mais sofisticado nos modelos mais recentes compensaram a diminuição no número de unidades vendidas.

Renault aumenta faturação em 2022, mas fecha exercício com perdas de 338 milhões devido à Rússia
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A fabricante automóvel Renault registou perdas de 338 milhões de euros em 2022 devido à sua saída apressada da Rússia após a eclosão da guerra na Ucrânia, contra ganhos de 888 milhões no ano anterior.

Refira-se que o grupo francês vendeu em maio de 2022 a sua participação no fabricante russo Avtovaz, detentor da marca Lada. A saída deste mercado tinha causado um prejuízo de 2,3 mil milhões de euros à francesa contabilizados no primeiro semestre de 2022.

Para o exercício de 2022, a Renault anunciou, esta quinta-feira, um volume de negócios de 46.371 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 11% face ao ano anterior. Por seu turno, a margem operacional ascendeu a 2,6 mil milhões de euros (5,6% das receitas), o que representa uma melhoria de 1,4 mil milhões de euros face a 2021.

O aumento no volume de negócios deve-se ao aumento dos preços, descontos limitados e um posicionamento mais sofisticado nos modelos mais recentes, uma vez que até vendeu menos veículos. Segundo os dados anunciados, comercializou 1.466.729 viaturas em 2022, menos 14,6% face a 2021, ano em que comercializou 1.751 mil veículos.

A Renault priorizou “os segmentos que geram mais valor”, ou seja, carros elétricos e híbridos, vendas a pessoas físicas, veículos utilitários e segmento compacto.

Luca de Meo, CEO da Renault, considerou esta quinta-feira que os resultados estiveram “acima dos objetivos iniciais e das expectativas do mercado” e que a empresa está a concluir a fase de “ressurreição” três anos antes do previsto”.

Segundo o gestor, “esse desempenho reflete a energia e o comprometimento das equipas, mesmo quando enfrentamos fortes ventos contrários ligados à venda do negócio na Rússia, à crise de semicondutores e à inflação de custos. Além disso, estamos a atingir a meta fixada de reduzir a pegada de carbono global em 25% desde 2010 ”.

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