A Autoridade Regional das Atividade Económicas (ARAE) confirmou que tem recebido “diversas reclamações” sobre os preços dos produtos de consumo, particularmente dos géneros alimentícios. A entidade confirma que face a isto tem vindo a monitorizar, juntos dos operadores económicos regionais, a evolução dos preços dos produtos à venda no consumidor mas que das operações efetuadas “não foram detetadas” práticas que constituam delitos antieconómicos.
A ARAE sublinha que colocou um terreno um plano, em julho, que teve como objetivo apurar a existência de eventuais práticas que possam distorcer o mercado e prejudicar os consumidores. A entidade sublinha que as conclusões devem ser conhecidas “nas próximas semanas”.
Contudo a ARAE acrescenta que se verificou uma “subida generalizada” nos preços dos bens alimentares desde o início do ano, e que a subida do preço de venda a retalho ao público “acompanha a subida de preço do custo de aquisição deste produto” pelas superfícies aos produtores.
“Todavia confrontados com os custos operacionais e de aquisição dos produtos selecionados, salvo escassas exceções, o lucro bruto unitário diminuiu”, refere a ARAE.
A ARAE acrescentou que “foi possível apurar” que a subida de preços, de forma generalizada, está associada à subida nos custos com matérias primas/bens intermediários e ainda com os custos energéticos, sendo que neste mercado as empresas “continuam a minguar as suas margens” para acomodar a subida dos custos.
“Efetivamente quando o preço dos bens aumentam no produtor, geralmente acabam por transmitir pelo menos uma parte desses aumentos para os consumidores, através de uma subida do preço final dos bens”, refere a ARAE.
A ARAE diz que “vai continuar as suas diligências de fiscalização do mercado” visando garantir os interesses dos consumidores bem como a “livre prática e concorrência leal” entre os operadores económicos e a estabilidade dos mercados.