1 – Deixo-lhes aqui números e certas reflexões que, com o apoio total do Dr. Hugo Prazeres, importa suscitar a partir da realidade estatística acerca das cidades portuguesas em 2011.
2 – Em 2011, residiam 4 450 812 indivíduos nas 159 cidades portuguesas, o que correspondia a 42% da população residente em Portugal.
3 – A maioria das cidades situava-se nas regiões Norte (54 cidades) e Centro (43), seguindo-se o Alentejo (21 cidades), a região de Lisboa (17), o Algarve (11) e finalmente as regiões insulares: sete cidades na Região Autónoma da Madeira e seis cidades na Região Autónoma dos Açores.
4 – No conjunto das cidades portuguesas, tal como no total do país, a proporção de alojamentos vagos excedia a proporção de alojamentos sobrelotados.
5 – Nas cidades portuguesas, cerca de 4,5% dos edifícios recenseados em 2011 necessitavam de grandes reparações ou encontravam-se muito degradados. Esta proporção era ligeiramente superior ao valor total do país (4,4%).
6 – No conjunto das cidades da região de Lisboa, registava-se uma elevada expressão de edifícios com necessidade de grandes reparações ou muito degradados e, simultaneamente, uma menor dinâmica de construção: a proporção de edifícios construídos nos últimos 10 anos (7,2%) estava abaixo do valor médio das cidades portuguesas (12,4%).
7 – Os centros metropolitanos (cidades do Porto e de Lisboa) apresentavam uma maior dinâmica no mercado de arrendamento: mais de 40% dos alojamentos familiares clássicos aí situados estavam arrendados ou subarrendados.
8 – Em 2011, o índice de envelhecimento (indicador que relaciona a população com 65 ou mais anos com a população entre 0 e 14 anos) era menor nas cidades portuguesas (118 idosos por cada 100 jovens) do que no total do país (128).
9 – A proporção de famílias unipessoais de pessoas com 65 ou mais anos era ligeiramente inferior nas cidades (9,7%) face ao total do país (10,1%). Também para este indicador, se destacava o elevado valor para o conjunto das cidades da região de Lisboa (11,7), revelando que, para além de uma população envelhecida, as cidades da região de Lisboa apresentavam uma população tendencialmente mais isolada do que o conjunto do país.
10 – Em 2011, a proporção de população residente com ensino superior completo era superior nas cidades (21%) face ao conjunto do território nacional (15,1%).
As cidades com maior proporção de população com ensino superior completo eram capitais de distrito: Coimbra (35,3%), Lisboa (33,8%), Vila Real (29%), Faro (25,5%) e Santarém (24,8%).
11 – Em todas as cidades do Algarve a proporção de população estrangeira era superior à média das cidades portuguesas (4,7%), sendo Albufeira a cidade do país com maior expressão de população estrangeira (22,5%). Para além do Algarve, também no conjunto das cidades de Lisboa a população estrangeira estava mais representada do que a média do país, verificando-se os valores mais elevados nas cidades de Sacavém (12,8%), Costa da Caparica (11,9%), Agualva-Cacém (11,6%), Amora (11,0%), Amadora e Queluz (ambas com 10,8%).
Em 2011, nesta variável, a cidade de Lisboa (6,28%) encontrava-se na 25ª posição de entre as 159 cidades.
Números para reflexão!
raios e luz
Fernando Seara
Advogado