Portugal desafia países da CPLP a incluir escritores lusófonos na disciplina de português

O desafio foi apresentado durante a reunião de ministros da Educação da organização, que decorreu em Díli, Timor-Leste, com o tema “Educação, valores democráticos e participação cívica: caminhos para o fortalecimento das sociedades da CPLP”.

Portugal desafia países da CPLP a incluir escritores lusófonos na disciplina de português
Portugal desafia países da CPLP a incluir escritores lusófonos na disciplina de português

Portugal desafiou hoje os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a introduzir obras de autores lusófonos no currículo de ensino da língua portuguesa, afirmou a secretária de Estado da Administração Escolar.

O desafio foi apresentado durante a reunião de ministros da Educação da organização, que decorreu em Díli, Timor-Leste, com o tema “Educação, valores democráticos e participação cívica: caminhos para o fortalecimento das sociedades da CPLP”.

Em Portugal, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação está já a rever as aprendizagens essenciais do ensino básico e secundário e pretende incluir obras de outros autores dos países da CPLP.

“O nosso desafio hoje aqui foi de que todos os estados-membros fizessem o mesmo, que integrassem no currículo da língua portuguesa obras de todos os autores da CPLP, tendo em vista a valorização da língua portuguesa e também uma partilha linguística e cultural”, salientou a secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira.

Para a governante, a partilha não só enriqueceria todos, mas também permitiria aos alunos o contacto com escritores da CPLP.

O desafio de Portugal consta na declaração final da reunião de ministros, que pede aos Estados-membros para “promoverem, no quadro dos respetivos sistemas educativos e no respeito pela sua autonomia pedagógica, a valorização da diversidade literária da CPLP, designadamente através da integração progressiva de obras e autores dos diferentes países nos currículos e programas de português”.

Os ministros da Educação afirmaram também o interesse de criar um Plano Indicativo de Leitura da CPLP para a “promoção do livro, da leitura e do acesso à informação”.

A declaração final do encontro recomendou também a criação e institucionalização da Rede da CPLP sobre Alimentação, Nutrição e Saúde Escolar.

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