Parlamento aprova audição da Parpública mas PSD rejeita audição de Miranda Sarmento

A Comissão de Orçamento e Finanças aprovou, com votos favoráveis da oposição e viabilização parcial do PSD, a audição do presidente da Parpública para esclarecer a queda de 98% nos resultados das empresas públicas em 2025. O Chega, autor do requerimento, alerta para uma quebra de 480 milhões de euros para apenas 11 milhões, fruto de um "desequilíbrio estrutural" apontado por um relatório da UTAO.

Parlamento aprova audição da Parpública mas PSD rejeita audição de Miranda Sarmento
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O Parlamento aprovou esta quarta-feira o requerimento do Chega para a audição do presidente do Conselho de Administração da Parpública, Joaquim Cadete, no âmbito dos resultados das participadas do Estado e da situação económico-financeira do Setor Empresarial do Estado (SEE). A proposta previa também a audição do ministro das Finanças mas a mesma foi rejeitada pelo PSD

No requerimento, o Chega sublinha que “o relatório da UTAO n.º 6/2026, relativo ao desempenho do Setor Empresarial do Estado (SEE) em 2025, revela uma degradação significativa dos resultados consolidados das empresas participadas pelo Estado. Em particular, destaca-se a redução dos resultados líquidos agregados de 480 milhões de euros, em 2024, para apenas 11 milhões de euros, em 2025, traduzindo uma quebra de cerca de 98%”.

“Esta evolução negativa é acompanhada por uma diminuição do EBITDA em 455 milhões de euros, bem como por um crescimento dos gastos totais superior ao crescimento das receitas, evidenciando um desequilíbrio estrutural na gestão operacional de várias entidades públicas empresariais”, detalha o partido.

Para o Chega “torna-se essencial apurar designadamente, as causas concretas da quebra abrupta dos resultados, as medidas de supervisão e correção adotadas ou previstas, a estratégia do Governo para assegurar maior eficiência, sustentabilidade e accountability nas empresas públicas, bem como, o papel da Parpública na monitorização, acompanhamento e valorização das participações do Estado”.

O partido lembra ainda que “a Parpública é uma entidade central na gestão das participações públicas do Estado e o Ministério das Finanças tem responsabilidade tutelar sobre o SEE”.

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