Subida de preços em Moçambique desacelera para 0,22% em março

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de março do INE indica que Moçambique "registou um aumento de preços na ordem de 0,22%", face a fevereiro (0,68%), novamente influenciado pelo setor da alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir no total da variação mensal com 0,11 pontos percentuais positivos (0,37 em fevereiro).

Subida de preços em Moçambique desacelera para 0,22% em março
Mocambique

Os preços em Moçambique aumentaram 0,22% em março, um terço do crescimento registado em fevereiro, recuperando após as dificuldades logísticas provocadas pelas cheias no país, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de março do INE indica que Moçambique “registou um aumento de preços na ordem de 0,22%”, face a fevereiro (0,68%), novamente influenciado pelo setor da alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir no total da variação mensal com 0,11 pontos percentuais positivos (0,37 em fevereiro).

No relatório destaca-se a variação mensal por produto, nomeadamente o aumento dos preços em março do tomate (5%), de refeições completas em restaurantes (0,7%), de veículos automóveis ligeiros novos (6,4%), do carvão vegetal (2,2%), da cebola (4,1%), da couve (2,2%) e de motorizadas (1,8%).

“Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,22 pontos percentuais positivos”, refere o IPC.

De meados de janeiro até ao início de fevereiro, a circulação nas estradas Nacional 1 e 2, de Maputo para norte e sul, respetivamente, esteve totalmente cortada, devido às cheias – que afetaram cerca de 725 mil pessoas -, comprometendo as cadeias de abastecimento e fazendo disparar os preços.

O IPC de março refere que a inflação acumulada de três meses de 2026 cifra-se nos 2,16%, enquanto a variação homóloga está nos 3,37%.

Os preços em Moçambique aumentaram 3,23% em 2025, segundo dados anteriores do INE, abaixo do registo de 2024 e das previsões do Governo.

Moçambique chegou a registar oito recuos mensais (deflação) no índice dos preços ao consumidor, em menos de um ano e meio, quatro dos quais entre abril e julho do ano passado, retomando as subidas a partir de agosto.

A inflação acumulada de 2024, segundo dados anteriores do INE, fixou-se nos 4,15%, que compara com os 5,3% de 2023, mas abaixo do pico de quase 13% atingido em julho de 2022.

O Governo previa para 2025 uma inflação em torno de 7% em Moçambique, tal como a estimativa para 2026.

Relacionado

Confiança do mercado na dívida de Moçambique no valor mais baixo desde 2023

Confiança do mercado na dívida de Moçambique no valor mais baixo desde 2023

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, o valor dos títulos da dívida de 900 milhões de dólares deste país lusófono africano com vencimento em 2031 caíram 3,6 cêntimos, para 72,98 cêntimos, o valor mais baixo desde junho de 2023, evidenciando a pouca confiança dos investidores na capacidade do país para honrar os compromissos financeiros.
Oxford Economics revê em alta inflação em Moçambique para 7,7% este ano

Oxford Economics revê em alta inflação em Moçambique para 7,7% este ano

A decisão do banco central de manter as taxas de juro inalteradas, em meados de março, "é prudente e reflete preocupações mais amplas quanto à estabilidade dos preços, na sequência do ataque ao Irão pelos EUA e por Israel no final de fevereiro", dizem os analistas, referindo para além da subida do preço do petróleo os efeitos mais vastos no comércio mundial do encerramento do Estreito de Ormuz.