Cascais é o concelho mais caro: comprar casa tem preço médio de 1,3 milhões

Barómetro dos Concelhos do portal Imovirtual relativo ao primeiro trimestre indica que Cascais lidera também no mercado de arrendamento, apesar de ter registado uma quebra de 8%, para um valor médio de 2.300 euros.

Cascais é o concelho mais caro: comprar casa tem preço médio de 1,3 milhões
Cascais

O concelho de Cascais continua a ser o mais caro do país para comprar casa ao registar no primeiro trimestre um aumento homólogo de 21,6%, para um preço médio de 1,3 milhões de euros, segundo os dados do Barómetro dos Concelhos do portal Imovirtual divulgados esta terça-feira.

No segmento de compra, os valores variam entre 157 mil euros e 1,3 milhões de euros, enquanto no arrendamento os preços oscilam entre os 575 euros e os 2.300 traduzindo diferenças de 8,6 vezes na venda e quatro vezes no arrendamento entre concelhos. O valor mais elevado no mercado de arrendamento pertence também ao concelho de Cascais, apesar de ter registado uma quebra de 8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O top-10 dos municípios mais caros para comprar casa é liderado pelo Algarve, com Loulé (813.200 euros; +31,2%), Castro Marim (750 mil euros; +18,1%) e São Brás de Alportel (720 mil euros; +46,2%).

Seguem-se a Área Metropolitana de Lisboa, Oeiras (715 mil euros; +2,5%) e Lisboa (708 mil euros; +1,9%), Lagos (680 mil euros; +7,9%), Funchal (650 mil euros; +7,4%), Faro (645 mil euros; +16,2%) e Albufeira (640 mil euros; +7,6%).

Em sentido inverso, Beja surge como o concelho mais barato (157.500 euros; +14,3%), seguido pela Moita (215 mil euros; +37,2%) e Torres Novas (227 mil euros; -10,8%), Paredes (257.500 euros; +7,8%), Barreiro (265 mil euros; +9,4%), Felgueiras (269 mil euros; +13,6%), Figueira da Foz (272 mil euros; +13,9%), Viana do Castelo (280 mil euros; +12,5%), Bombarral (295 mil euros; +8,5%) e Vila Real (303 mil euros; -7,9%).

No mercado de arrendamento e logo depois de Cascais, surge Sines (dois mil euros; +33,3%), Bombarral (1.980 euros; +132,9%), Lisboa (1.840 euros; +5,1%), Funchal (1.700 euros; -2,9%), Oeiras e Loulé (ambos 1.600 euros; -11,1%), Lagos, Faro e Odivelas (todos nos 1.500 euros).

No sentido oposto, surgem com rendas mais acessíveis Felgueiras (575 euros +8,7%), seguido de Beja (650 euros; +15,4%) e de um conjunto de mercados já nos 800 euros, como Vila Real (-12,5%), Coimbra, Peniche (+3,8%), Leiria (+6,3%) e Viana do Castelo (+6,3%). Destacam-se ainda Viseu e Figueira da Foz (ambos 750 euros; +6,7%) e Guimarães (812 euros; +3,3%).

Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, refere que “os dados por concelho mostram que, mesmo nas zonas mais acessíveis, os valores já se encontram em patamares elevados, o que reforça a pressão sobre o acesso à habitação e a necessidade de uma leitura cada vez mais local do mercado”.

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