João Rodrigues Pena, Empresário, Gestor e Consultor

O aniversário

São sete da tarde. Luís e Helena deixam a festa dos 80 anos da Cerâmicas O Triste Viúvo e arrancam para casa “Bolas Luís que seca, parece que nunca mais acabava”; “Tens razão Helena, estas festas são todas iguais. Ainda bem que vieste desta vez sempre tive companhia”; “Pois olha Luís garanto-te que esta vez foi a última, nem que seja o aniversário do Leo Di Caprio no iate dele em St Barth.”

As celebrações de aniversários de empresas em datas “redondas” estão na moda e fazem sentido – uma Família acionista sabe bem que celebrar um marco na vida da empresa é uma oportunidade valiosa para fortalecer relações, aumentar a moral e impulsionar o negócio.

No entanto, muitas das empresas familiares têm caído em modelos estereotipados que não refletem a exclusividade ou o profissionalismo que deseja projetar. São mais como casamentos… mas sem os noivos.

António, prestigiado advogado de Coimbra, não podia recusar o convite para três comemorações quase seguidas. Passado um mês, já misturava as festas todas – as pessoas, a comida, os artistas, o vídeo ou os discursos. Para ele, os eventos tinham sido todos iguais e nenhum o marcou.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui a versão completa. Edição do Jornal Económico de 21 de novembro.

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