Montenegro define AD como interclassista, moderada, popular e não arrogante

O líder da coligação criticou ainda a oposição sem especificar partidos, dizendo que “há gente que usa os sentimentos e o pensamento do povo, fala com arrogância intelectual daquilo que pretensamente o povo pensa”.

Montenegro define AD como interclassista, moderada, popular e não arrogante
O primeiro-ministro, Luís Montenegro durante uma visita à empresa ATEP Amkor Techonology Portugal, em Vila do Conde, 13 de janeiro de 2025. JOSÉ COELHO/LUSA

O presidente do PSD afirmou hoje que a AD é interclassista, popular, moderada politicamente, sem arrogâncias intelectuais, e voltou a bipolarizar dizendo que a escolha fundamental é entre ele ou o socialista Pedro Nuno Santos.

Luís Montenegro falava num almoço comício da AD – coligação PSD/CDS em Vila Verde, tendo ao seu lado o cabeça de lista pelo círculo de Braga e secretário-geral do PSD, Hugo Soares.

“Esta é verdadeiramente a candidatura mais popular, mais abrangente, mais interclassista e é mesmo a candidatura do povo português”, sustentou, antes de classificar o projeto político da AD como “moderado”.

A seguir, neste contexto, criticou a oposição sem especificar partidos, dizendo que “há gente que usa os sentimentos e o pensamento do povo, fala com arrogância intelectual daquilo que pretensamente o povo pensa”.

“Mas depois vemos e a adesão em relação a tudo aquilo que vão dizendo, seja nas televisões ou nos comícios, a tradução daquilo que dizem com a realidade é uma coisa muito distante”, contrapôs.

De acordo com o primeiro-ministro, ao contrário das oposições, na AD ninguém se arroga no sentido de pretender substituir-se “ao exercício que compete a cada um fazer”.

“Quem vai decidir estas eleições é o povo”, acentuou, antes de visar o secretário-geral do PS.

“Ao contrário de muitos que falam como se fossem proprietários dos votos, nós temos a consciência que partimos para estas eleições com zero votos. Do ponto de vista formal nós estamos a zeros”, advertiu, apesar de acrescentar logo a seguir ter confiança numa vitória da AD.

Horas antes, em Setúbal, o secretário-geral do PS manifestara-se convicto de que vai derrotar as sondagens, nas quais disse que os socialistas “são largamente subestimados”.

No seu discurso, tal como fizera esta manhã em Arcos de Valdevez, o presidente do PSD voltou a procurar bipolarizar a questão política de domingo, partindo das ideias de que os portugueses “estão fartos de eleições” e que “o país não quer eleições todos os anos, nem deve ter eleições todos os anos”.

“Não podemos andar sempre a pedir ao povo que resolva aquilo que a política não resolve”, declarou Luís Montenegro, para quem, no entanto, “os dados estão lançados” em relação às eleições de domingo.

“As pessoas sabem quem são os candidatos a primeiro-ministro, há dois [ele e Pedro Nuno Santos] e sabem quem são os dois grandes projetos. Há a nossa e há a outra candidatura. Depois, há outros partidos, legitimamente, democraticamente, que se apresentam, mas não vão liderar governos. Não vão ser os fatores da estabilidade do governo”, sustentou.

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